Tiago Queiroz/ Estadão
Tiago Queiroz/ Estadão

Apaixonados por futebol americano, jovens contam os minutos para o pontapé inicial do Super Bowl

Decisão entre Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers está marcada para domingo, às 20h30

Andreza Galdeano, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2020 | 18h37

Eles falam português e vivem a ansiedade de uma decisão esportiva a milhares de quilômetros de onde vivem. No País do futebol, esses jovens são apaixonados por outra modalidade, o futebol americano, e contam os minutos até o pontapé inicial do Super Bowl, a final da competição nos Estados Unidos, marcada para domingo, às 20h30. Muitos deles queriam estar em Miami, palco do grande evento, para conferir de perto o duelo entre Kansas City Chiefs e San Francisco 49ers, que será mostrado no Brasil pela ESPN. Mas essa turma vai acompanhar pela TV e torcer como se estivesse no estádio Hard Rock.

A preferência pelos gigantes da NFL, a liga de futebol americano, é um fenômeno que vem crescendo a cada ano no Brasil. A tecnologia e as transmissões de TV aproximaram a modalidade dos brasileiros. Eles sabem as regras, usam uniformes oficiais e falam com familiaridade de jogadores como se estivessem se referindo a Neymar e Gabigol.

"O futebol americano para mim é uma paixão maior do que o futebol. Acompanho os jogos desde criança. Conheço outras pessoas que compartilham essa paixão e acabamos nos tornando uma família”, contou o empresário Jair Manzini em entrevista ao Estado.

Ansioso para a final da NFL, Manzini declara que sua torcida vai para o Kansas City Chiefs. "Estou esperando uma vitória do Chiefs. O quarterback do time é fantástico. Acredito que vai ser um placar bem acirrado. Estou chutando 35 a 29", aposta o torcedor.

Quem também vai torcer para o Chiefs é o cineasta Anderson Peter, de 25 anos. "Tenho certeza que eles vão superar o San Francisco 49ers", diz ele, que começou a acompanhar o futebol americano aos 14 anos quando viu um time jogando no Parque Villa-Lobos, em São Paulo. "Comecei a ver um pessoal jogando no Villa-Lobos e fiquei curioso para saber o que era aquilo. Na época, descobri que não era rúgbi e sim futebol americano", conta rindo. "Depois disso, comecei a ver onde passavam os jogos e me apaixonei pelo esporte. Em 2017 entrei em um time, o Crimson Fox, e desde então nunca mais parei de jogar".

Seu companheiro de equipe, Luiz Felipe Hummel, de 32 anos, revela que sempre gostou de futebol, mas o esporte que ganhou o seu coração foi o futebol dos EUA. "Gosto do modelo do esporte. É muita tática. A cada jogada você consegue analisar o que aconteceu e tudo isso foi me levando para o esporte. Os narradores também ajudam. Eles deixam todos empolgados". Para ele, quem vai levantar o troféu será o 49ers.

"Estou ansioso. Fico procurando informações sobre a partida, quero saber como os jogadores estão", diz Luiz Felipe.

A professora universitária Carla Marcolin aposta nos Chiefs. O Super Bowl tem bom público feminino, inclusive no Brasil. "Ver o Patrick Mahomes em ação é espetacular. Esse cara é incrível. Não consigo deixar de torcer para ele. Estou animada também para o Show do Intervalo, gosto do espetáculo."

O Super Bowl será transmitido em salas de cinema por todo o País e em bares e pubs. Alguns deles, como o Bud Basement, no Morumbi, vão contar com decoração dos times. Um dos locais mais inusitados será o Salão Nobre do Parque São Jorge. De acordo com a organização do evento, mais de mil pessoas estão confirmadas. Com entrada gratuita, a sede do Corinthians vai abrir as portas às 17h. No local, a transmissão acontecerá em um telão e contará com Food Trucks. "Esperamos casa cheia", diz Ricardo Trigo, presidente da Federação Paulista de futebol americano e diretor do Corinthians Steamrollers.

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