Apático, Santos só empata na Vila com o Coritiba

Ainda sob o efeito da eliminação na Libertadores, equipe não mostra força no 2 a 2 com paranaenses

O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2012 | 03h04

Nem Neymar conseguiu erguer o Santos após o nocaute causado pela eliminação da Copa Libertadores. Lento, cabisbaixo e sem criatividade, o time da Vila Belmiro empatou com o Coritiba, por 2 a 2, ontem à noite, na Vila Belmiro. Apesar de ter feito seu 29.º gol em 29 jogos e ter assumido a função de armador do time com a ausência de Ganso (poupado), Neymar não conseguiu alcançar a vitória e se livrar da zona do rebaixamento - o time é o 18.º colocado, com apenas quatro pontos.

Tão preocupante quanto a posição na tabela é a falta de perspectivas a curto prazo. A partir da nona rodada, o time não poderá contar com Ganso, o goleiro Rafael e Neymar, o melhor do time no empate na Vila, que vão participar da seleção olímpica em Londres.

Elano teve atuação apenas mediana e Alan Kardec, que voltará ao Benfica no final do empréstimo, não deixará saudades. O que será do Santos nesse cenário?

Depois de ter sido poupado nas cinco primeiras partidas do Brasileiro, por causa da Libertadores ou da seleção, Neymar fez sua estreia no torneio nacional. Não foi o driblador imprevisível do Campeonato Paulista, mas sim um armador insinuante, sem posição fixa, responsável pela transição entre o meio e o ataque, herdando as funções de Ganso, poupado para um trabalho de reequilíbrio muscular.

Neymar não consegue, obviamente, cobrar o escanteio e cabeceá-la em seguida. Quando ele lançou para Elano, no começo do jogo, o meia desperdiçou bela chance. Ao longo do primeiro tempo, o time santista ficou preso na defesa paranaense, que tinha praticamente três zagueiros e dois volantes e o goleiro Vanderlei com uma atuação inspiradíssima.

Nesse cenário, os gols só poderiam sair em jogadas aéreas. Foi assim com Edu Dracena, aos 31, e o próprio Neymar, na metade do segundo tempo. Entre os dois tentos, o capitão santista entregou a bola nos pés de Everton Ribeiro que armou um contra-ataque perfeito para Rafinha empatar.

Quando o torcedor respirava aliviado com a iminente primeira vitória, novamente um defensor santista falhou: Maranhão fez pênalti em Rafinha, convertido por Lincoln: 2 a 2. No final da partida, o Coritiba poderia ter feito o terceiro gol com o zagueiro Pereira se o árbitro Péricles Bassols não assinalasse um impedimento inexistente.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.