Apesar da boa fase, Molina ainda não convence Mancini e segue no banco

Dois gols em dois jogos incompletos e uma assistência perfeita para a virada sobre o Fluminense, no Maracanã, na última rodada. O desempenho do meia santista Molina, suficiente para transformar qualquer reserva em titular, ainda não convenceu o técnico Vágner Mancini.Mesmo depois de o colombiano desequilibrar a partida no Rio, Mancini avisou que Molina poderá voltar para a reserva, domingo, no clássico contra o Corinthians, na Vila Belmiro. "A troca de Neymar por Molina foi necessária porque o Fluminense jogou com apenas um volante. Por isso, precisávamos de mais um meia para não perder o meio de campo", explicou treinador. Com seu nome gritado pela torcida nos últimos jogos, Molina evita polêmica. "Sempre vale a pena saber esperar", diz. "Nos piores momentos tive paciência e me entreguei ao máximo nos treinos. Hoje, estou tendo a recompensa."Diante do Grêmio, na estreia santista no Brasileiro, quando a derrota parecia irreversível, o colombiano entrou no lugar de Neymar no segundo tempo e fez o golaço de empate, em cobrança de falta. No jogo seguinte, porém, apenas assistiu do banco de reservas ao empate por 3 a 3 com o Goiás. Apoiado pelos companheiros, Molina tem sua permanência no Santos constantemente ameaçada pelas listas de dispensa. No ano passado, quase serviu como moeda de troca para São Paulo (por Richarlyson) e Coritiba (por Rodrigo Mancha). Em seguida, foi oferecido a Goiás e Atlético-MG, mas conseguiu evitar a saída após uma conversa com Mancini. Disse que se sentia bem no Santos e garantiu que o treinador não se arrependeria de mantê-lo no grupo. "Desde que cheguei ao Santos venho sendo profissional em todos os sentidos", diz. "Marcar o gol de empate (contra o Flu) e dar o passe para o de Madson foi muito especial, um prêmio para mim." O meia de 29 anos chegou a Santos em fevereiro de 2008, como atleta do Grupo Sonda, parceiro do clube.

Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

26 de maio de 2009 | 00h00

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