Apesar do título, Bernardinho exige retoques

Sensação da Copa do Mundo do Japão, a seleção brasileira masculina de vôlei nem precisava entrar em quadra neste domingo, contra os próprios japoneses. Em Tóquio, o time do técnico Bernardo Rezende já havia garantido o ouro inédito da competição, além de uma das três vagas para a Olimpíada de Atenas/2004. Mas os brasileiros encerraram a participação com vitória por 3 a 0, parciais de 25/17, 25/20 e 25/16. Parte do grupo desembarca nesta terça-feira em São Paulo. Sete viajam para se reapresentar direto a seus clubes, fora do País: Nalbert, Giba, Anderson, Maurício, Rodrigão, Gustavo e Dante. As outras vagas olímpicas ficaram com Itália e Sérvia e Montenegro, prata e bronze, apesar da vitória dos sérvios, neste domingo: 25/18, 21/25, 30/28 e 25/22. Em uma competição desgastante, os brasileiros conseguiram manter a invencibilidade ? foram 11 vitórias em 14 dias de disputa. Para Bernardinho, o grupo passou muito bem pelo duro teste. ?Estávamos ansiosos pela Copa do Mundo por causa da falta de tempo para nos prepararmos e nos adaptarmos. Agora, ainda temos de melhorar em muitas coisas. O Giovane, por exemplo, pode aprimorar sua defesa, assim como o Nalbert no bloqueio. Em todo caso, com esse ânimo, tenho certeza de que podemos seguir progredindo.? Com a Superliga, Bernardinho recomeça o processo de observar o desempenho dos atletas, pensando em Atenas/2004. ?Devo trabalhar com 13, 14 jogadores, mas isso não me impede de convidar algum outro que me surpreenda.? Nalbert comentou. ?Estamos em um momento maravilhoso. Nunca vi a nossa equipe jogando tão bem. Apesar do pouco tempo de treino, o time sobrou em relação às outras seleções. E tenho certeza de que essa curva é ascendente. Daqui para melhor.? As seleções que não ficaram entre as três primeiras no Japão disputarão Pré-Olímpicos regionais no início do ano. Em situação complicada estão os europeus. A França, por exemplo, que chegou ao Japão com bom retrospecto (vice-campeã européia), terá de disputar a vaga olímpica com países de tradição, como a Rússia ? que não se classificou à Copa do Mundo (e não foi convidada) ? e a Holanda. No Pré-Olímpico da Norceca (América do Norte, Central e Caribe), os Estados Unidos, que ficaram em quarto lugar no torneio japonês, devem ter como Cuba como grande adversária, ainda que em processo de renovação e que também não participou da Copa do Mundo.

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