Andrew Couldridge/Reuters
Andrew Couldridge/Reuters

Aplicativo DAZN aplica quase R$ 1 bilhão por ano no boxe

Empresa do Perform Group tem forte presença em várias empresas no exterior

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

28 Outubro 2018 | 05h00

Num futuro próximo, é bem provável que quem quiser acompanhar os maiores eventos do esporte mundial tenha de baixar o aplicativo da DAZN, empresa que faz parte do Perform Group, uma britânica de serviço de streaming. Desde agosto de 2016, o grupo atua intensamente na Áustria, Alemanha, Japão e Suíça. Em agosto, os alvos foram Estados Unidos e Itália.

Futebol (Alemão, Inglês, Italiano e Espanhol), tênis, basquete (NBA), futebol americano (NFL), beisebol, hóquei no gelo (NHL), esportes a motor (motovelocidade, F-1 e outros), rúgbi, lutas e críquete são algumas modalidades que a DAZN já possui direitos de transmissão em pouco mais de dois anos de atividades. São cerca de 8 mil eventos por temporada, supervisionados por 300 funcionários.

Os Campeonatos Brasileiros da Série A e B são atrações nos países em que a DAZN faz suas transmissões. Só para se ter uma ideia, o boxe é um dos esportes que possuem maior investimento da empresa. Em maio, o executivo John Skipper foi contratado da ESPN americana para liderar as negociações com os agentes da modalidade. Ele chegou com um cacife monstruoso. Nos próximos oito anos, serão investidos US$ 251 milhões (R$ 916 milhões). Só a empresa Machroom, do promotor inglês Eddie Hearn, vai receber US$ 1 bilhão (R$ 3,6 bilhões) em oito anos. O mexicano Saúl Canelo Álvarez, boxeador mais importante da atualidade, assinou contrato de 11 lutas nos próximos cinco anos por US$ 365 milhões. A investida fez o canal HBO se afastar do boxe após 40 anos. O mesmo deve fazer a Showtime, com três décadas de transmissões.

Cristiano Ronaldo, logo após ser contratado pela Juventus, se tornou garoto-propaganda da DAZN e fez a empresa comprar os direitos de vários jogos da equipe na atual temporada.

A vantagem das transmissões da DAZN é a economia. Tanto para os protagonistas dos eventos esportivos quanto para os assinantes. Uma assinatura custa menos de 10% do valor do pay per view das TVs fechadas, enquanto atletas e equipes faturam quantias elevadíssimas. Seus streamings podem ser vistos em computador, notebook, smart TV, vídeo game, celulares android, iPhone e iPod.

 

 

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