Apoiada por Honorato, Maria Suelen festeja feito no Rio

Judoca brasileira conquista medalha de prata da categoria peso pesado (mais de 78kg) no Mundial

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Agência Estado

31 de agosto de 2013 | 21h04

RIO - Quando Carlos Honorato conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sydney/2000, o judô masculino era muito mais evoluído que o feminino no Brasil. Na ocasião, foram duas medalhas para os homens (prata também para Tiago Camilo) e nenhuma semifinal sequer para as mulheres. Mas 13 anos depois o cenário é outro e um dos grandes nomes dessa nova fase é Maria Suelen Altheman, esposa de Honorato, prata neste sábado da categoria peso pesado (mais de 78kg) do Mundial realizado no Rio.

Os dois se conheceram no judô e estão juntos há sete anos. Além de marido, ele é o treinador dela no Instituto Rogério Sampaio, em Santos. E, segundo ela, foi fundamental na conquista deste sábado.

"Ele está comigo há muito tempo e me conhece muito bem. Ele estava na torcida aqui (no Maracanãzinho), me apoiando, e a presença dele me deixa muito segura. Ele está junto comigo sempre, na vitória e na derrota. Isso só me fortalece", disse Suelen.

A judoca também exaltou o fato de a equipe feminina brasileira ter conquistado cinco medalhas (ouro de Rafaela Silva, prata dela e de Erika Miranda, bronzes de Mayra Aguiar e Sarah Menezes) e ficado com o título geral.

"Parece que ficamos na frente do Japão no feminino, né? Poxa, isso é muito legal. Elas sempre ganharam tudo!", comemorou Suelen, checando com os jornalistas a informação de que o Japão, na verdade, foi só nono do quadro de medalhas no feminino, com uma prata e dois bronzes. Cada uma das sete medalhas de ouro foi para um país diferente no Mundial. Na lista de 14 finalistas, três brasileiras e 11 atletas de 11 nacionalidades.

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