Apoio da torcida divide ginastas do País

O apoio da torcida brasileira à seleção de ginástica artística que participará da terceira etapa da Copa do Mundo, de sexta-feira a domingo, no Centro de Convenções Riocentro, no Rio, é considerado fundamental pelos ginastas. Mas, a forma como poderá ser feito, está dividindo opiniões dentro da equipe. Enquanto a atual campeã mundial nos exercícios de solo, Daiane do Santos, pede que as pessoas se contenham na hora de sua apresentação, Daniele Hypólito é taxativa: "Podem gritar o meu nome o quanto quiserem, tenho um alto poder de concentração".Para Daiane, atualmente a principal ginasta brasileira, os torcedores podem gritar, festejar, fazer barulho mas, na hora de seu exibição, tanto no solo quanto no salto, ela pediu que seu nome não seja entoado. De acordo com a atleta, por maior concentração que possua, é difícil não perdê-la quando alguém a está chamando."Vai ser maravilhoso poder competir com a torcida do nosso lado, mas não gostaria de ter o meu nome gritado durante a minha apresentação", pediu Daiane, que reforçou o seu desejo de que as pessoas compareçam ao ginásio montado no Riocentro para ver a seleção brasileira e não somente a apresentação dela. "Por mais que uma atleta esteja concentrada, de alguma maneira você se distrai um pouco quando alguém fica: Daiane! Daiane! Daiane!" Além dos torcedores, Daiane receberá no Rio o apoio do pais, Moacir e Magda, que virão do Rio Grande do Sul. Animada com a perspectiva do apoio familiar, ela ainda espera que as irmãs, Deise, Cíntia e Jéssica, possam também estar presentes.Outra que está animada por competir em casa é a família Hypólito.Daniele e Diego, ginastas do Flamengo, foram unânimes ao frisar que esperam o apoio do público em todos os momentos. De acordo com Daniele, além do incentivo dos torcedores, outra motivação para ela é a de que no domingo, último dia da competição, é o aniversário de sua mãe, Geni. "A mim a torcida não atrapalha, porque tenho uma concentração muito grande e, por isso, podem gritar o meu nome", garantiu a ginasta, que espera competir nos exercícios de trave, paralela e salto.Mas existe a possibilidade de Daniele ficar de fora da disputa por medalhas - faria apenas uma exibição para a torcida. Tudo porque a Confederação Brasileira de Ginástica (CBGin) ainda está avaliando a ginasta, que não treina com as demais companheiras em Curitiba.Especialista no salto, Diego também quer receber o apoio dos torcedores. "Eles nos dão uma grande força", destacou, lembrando que a maneira como o atleta gosta de receber o carinho do público muda de acordo com o ginasta. "Cada um reage de uma maneira. Eu adoro que gritem o meu nome a toda hora. É muito legal."E, se depender dos torcedores, os ginastas podem ficar tranqüilos, porque a arena montada no pavilhão quatro do Riocentro, com capacidade para quatro mil pessoas, deverá estar lotada durante a competição. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) colocou à venda 2.841 ingressos (o restante dos lugares serão destinados a convidados) por dia de evento. Até às 16 horas desta segunda-feira, já haviam sido adquiridos 2.077 para o sábado e 1.187 para a sexta. As entradas para o último dia de competição, no domingo, estão esgotadas desde domingo.A terceira etapa da Copa do Mundo vai reunir um total de 56 atletas de 20 países. As delegações estrangeiras começam a treinar nesta terça-feira.

Agencia Estado,

29 de março de 2004 | 18h36

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.