Apoio político varia entre Menem e Fidel

Após se calar durante a ditadura militar, 'El Diez' passou a adotar discursos favoráveis ao socialismo

, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2010 | 00h00

Ao longo de meio século de vida Maradona protagonizou os mais variados respaldos políticos. Da direita à esquerda, "El Diez" foi entusiasta de figuras tão diferentes como o neoliberal Carlos Menem e o presidente comunista cubano Fidel Castro. Durante a ditadura militar argentina (1976-83), Maradona permaneceu calado sobre os 30 mil civis assassinados. Posou para fotos com os líderes do regime. Anos depois, respaldou o processo de privatizações feito por Menem.

Mas, desde a overdose que quase o matou em janeiro de 2000, quando foi a Cuba para tratamento, aproximou-se de Fidel e do socialismo. Nos últimos dois anos tornou-se aliado da presidente Cristina Kirchner e do ex-presidente Néstor Kirchner, que morreu na quarta-feira.

É um crítico dos EUA. Possui tatuagens de Ernesto Che Guevara e Fidel Castro. Após se tornar amigo do presidente venezuelano Hugo Chávez, Maradona defende Mahmoud Ahmadinejad, do Irã. "Não é um esquerdista. É oportunista. Maradona adotou slogans da esquerda caviar", disse ao Estado o sociólogo Juan José Sebreli. "No início ele era útil à ditadura. Agora, ficou com os Kirchners." O analista Rosendo Fraga disse ao Estado: "Maradona quer recuperar o cargo de técnico com apoio do governo. E este pretende tê-lo na campanha de 2011."

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