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Após 52 anos, Argentina ganha ouro

Sem o Brasil para incomodar e com campanha irrepreensível, a Argentina conquistou, neste sábado, o título do torneio de futebol ao bater, na final, o Paraguai por 1 a 0, no Estádio Olímpico de Atenas. A vitória pôs fim a jejum de 13 anos sem conquistas de expressão e deu ao país o primeiro ouro depois de mais de meio século. Os argentinos haviam subido ao topo do pódio, pela última vez, em 1952, em Helsinque, com o remo. O primeiro lugar na Grécia, ainda, diminuirá bastante a pressão sobre o técnico Marcelo Bielsa, que passou a ficar ameaçado depois da eliminação na primeira fase da Copa do Mundo e da derrota para o Brasil na final da Copa América. Mesmo feliz, Bielsa não mudou em nada seu jeito de agir. Na entrevista coletiva, respondeu as perguntas olhando para baixo, sem dar um sorriso ou fazer brincadeira. "Estamos felizes, a Argentina jogou bem do início ao fim da competição, mas a vitória não me imuniza." Os sul-americanos realmente foram impressionantes no torneio. Ganharam as 6 partidas, marcaram 17 gols e não sofreram nenhum. O goleiro German Lux, de 22 anos, do River Plate, deixará Atenas invicto, fato raríssimo num evento de grande porte. Os paraguaios também comemoraram bastante a prata, com motivos de sobra. Foi a primeira medalha olímpica do país em todos os tempos. "É uma enorme satisfação, estamos muito alegres", festejou Carlos Jara. O treinador fez questão de dedicar o feito às famílias das vítimas da tragédia ocorrida no dia 1º, quando um incêndio num supermercado de Assunção deixou mais de 350 mortos. "Mas sei que isso não vai diminuir a dor dos parentes." Favoritismo confirmado - A Argentina chegou à final, vista por mais de 41 mil pagantes, com amplo favoritismo. Além de ter conseguido 100% de aproveitamento nas fases anteriores, obteve placares expressivos, como os 6 a 0 sobre Sérvia e Montenegro, os 4 a 0 diante da Costa Rica e os 3 a 0 contra a Itália. O Paraguai, que assegurou vaga na Olimpíada ao derrotar o Brasil no Pré-Olímpico do Chile, em janeiro, teve desempenho mais modesto. Nas quartas-de-final, passou apertado pela Coréia (3 a 2) e, na semifinal, bateu o Iraque por 3 a 1. A seleção de Bielsa dominou o adversário do início ao fim e foi poucas vezes ameaçada. Carlos Tevez, de 20 anos, abriu o marcador aos 18 minutos, antecipando-se ao goleiro Diego Barreto, depois de cruzamento da direita. Na etapa final, a superioridade ficou ainda mais evidente depois da expulsão do paraguaio Emilio Martinez, pouco antes da metade. Os argentinos poderiam ter feito 4 ou 5 gols, mas falharam no momento da finalização. "Poderíamos ter conseguido vantagem maior e isso me preocupou", disse Bielsa, que admitiu ter-se lembrado da final da Copa América contra o Brasil, em julho - na ocasião, a Argentina desperdiçou inúmeras oportunidades, sofreu o gol de empate no fim e acabou perdendo nos pênaltis. A única boa possibilidade de empate do Paraguai foi com o meia Diego Figueredo, que fez excelente jogada, mas parou em German Lux. A torcida grega, que apoiou a equipe do zagueiro Gamarra, vaiou bastante o juiz da casa Kyros Vassaras. Além de ter dado cartão vermelho a Martinez, ele expulsou Figueredo. Acertou nos dois lances.

Agencia Estado,

28 Agosto 2004 | 05h51

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