Martinz Alipaz/EFE
Martinz Alipaz/EFE

Após bronze em Pequim, Ketleyn Quadros luta para se reafirmar

Atleta quase ficou bem próxima da medalha de ouro no Sul-Americano de Santiago

Nathalia Garcia, Enviado especial, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2014 | 14h21

SANTIAGO - A judoca Ketleyn Quadros fez história ao conquistar a medalha de bronze na Olimpíada de Pequim, em 2008, a primeira de uma brasileira em esportes individuais. Mas, sem conseguir manter um bom desempenho, acabou fora da edição olímpica seguinte. Quase seis anos depois, a brasiliense luta para se reafirmar na categoria até 57kg. No Chile, deixou o ouro escapar com a derrota para colombiana Yadinis Rocha por ippon na final desta quarta-feira. Ainda assim, não abaixa a cabeça.

"Tive altos e baixos. Querendo ou não aumenta a responsabilidade. Você vira um formador de opinião e acaba entrando em um bocado de competição que tem a obrigação de ser campeã. Eu era muito nova e tive de lidar com isso", analisa.

Ela conta que a fase difícil foi importante em sua carreira por ter ajudado em seu crescimento como atleta e pessoa. "Eu aprendi muito nesse baixo. Foi um amadurecimento. Adquiri consciência corporal e passei a definir meus planos melhor. Acho que estou em constante crescimento", afirma.

De acordo com a judoca, a sua força sempre foi impulsionada pela luta das mulheres "guerreiras" de sua família. Para acompanhar Ketleyn em Pequim, sua mãe - cabeleireira e vive em Ceilândia, cidade-satélite de Brasília - fez até rifa para conseguir viajar.

Na briga por um lugar de destaque na equipe brasileira, a judoca tem uma adversária de alto nível: a campeã mundial Rafaela Silva. E ela vê a competitividade interna como um estímulo para lutar por um melhor lugar no ranking da modalidade. Apesar da disputa, Ketleyn acredita que isso não interfere no relacionamento com a compatriota. "Nossa relação é extremamente amigável, a gente se ajuda bastante. Essa troca é importante para a gente e também é mais investimento para a categoria."

A brasileira também valoriza o intercâmbio de experiências com os companheiros mais jovens, pois acredita que os veteranos ganham motivação com a vontade e a garra dos iniciantes. "Todos viram a minha referência. Quando o pessoal diz que judô é uma família, é justamente por isso", justifica.

Tudo o que sabemos sobre:
judôKetleyn Quadros

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.