Reprodução / Twitter: CN Sabadell
Reprodução / Twitter: CN Sabadell

Após chamar rival de 'bicha', jogador sérvio de polo aquático é punido na Espanha

'Conseguimos fazer história. Talvez pela primeira vez, a homofobia no esporte será sancionada', destacou o Víctor Gutiérrez em uma rede social ao ouvir a resolução do órgão: há anos ele assumiu sua homossexualidade

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2021 | 12h16

Insultos homofóbicos não são mais gratuitos no esporte espanhol. Eles terão consequências. Esta é a conclusão dos esportistas, entidades e federações após o caso do sérvio Sabadell Nemanja Ubovic. O Comitê de Competição da Federação Espanhola de Natação sancionou o jogador sérvio com quatro jogos de suspensão e uma multa no valor de 200 euros, cerca de R$ 1.400, por ter chamado o rival espanhol Víctor Gutiérrez de 'bicha', com espírito ofensivo.

O espisódio ocorreu durante os Jogos da Liga Nacional de Polo Aquático disputados por seus clubes há duas semanas na Espanha. Gutiérrez denunciou publicamente o incidente.

A Comissão de Competição abriu processo contra o jogador sérvio, que agora terá de cumprir a sanção. Todos os envolvidos no caso foram ouvidos, assim como verificadas as imagens de TV do evento. O órgão disciplinar entendeu que Ubovic proferiu um insulto homofóbico ao adversário no fim do jogo e quando ambas as equipes procederam ao aperto de mão formal, já fora da piscina.

Victor Rodríguez, que há vários anos manifestou publicamente sua homossexualidade, disse que esta foi a segunda vez que Ubovic gritou "bicha" para ele. Segundo o jogador do Terrassa, o sérvio já havia feito o mesmo durante a própria partida. 

"Entre todos nós, conseguimos fazer história. Talvez pela primeira vez, a homofobia no esporte será sancionada", destacou o jogador espanhol em uma rede social ao ouvir a resolução do órgão. "Havia duas opções, olhar para o outro lado e ser cúmplices ou realmente demonstrar que no esporte a homofobia não tem lugar", acrescenta o jogador de polo aquático de Madri, que agradece à Federação Espanhola de Natação e ao Conselho Superior Desportivo "por terem demonstrado um firme compromisso de erradicar esses comportamentos".

 

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