Após cobranças, Wada admite retomar investigações sobre doping na Rússia

A Agência Mundial Antidoping (Wada) está disposta a iniciar novas investigações a respeito do suposto doping sistemático na Rússia e em outros países. Quatro meses depois de uma comissão da Wada revelar o doping generalizado no atletismo russo, o presidente da agência, Craig Reedie, disse nesta segunda-feira que voltará a estudar o comunicado para checar se são necessárias mais investigações.

Agência Estado, Estadão Conteúdo

14 de março de 2016 | 15h56

"Decidirei se há ou não informação suficiente para propor novas investigações", disse Reedie nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa. No sábado, a comissão de atletas da Wada cobrou da entidade investigações mais aprofundadas. Os esportistas temem que os testes atuais não estejam detectando todos os casos de doping e que resultados positivos possam estar sendo acobertados.

Na avaliação da presidente da comissão de atletas, Beckie Scott, a resposta ao relatório independente da Wada publicado em novembro tem sido "insatisfatória". Em carta enviada à Wada, ela pediu maior investigação em outras modalidades do esporte russo e também em outros países. Scott não citou especificamente quais nações precisam ser melhor investigadas.

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, Reedie disse que se encontrou com Scott e prometeu que ia novamente entrar em contato com a equipe que produziu o relatório e com as federações e as autoridades antidoping para ir mais à fundo no assunto.

O interesse a respeito do combate ao doping na Rússia se intensificou depois que, na semana passada, a tenista russa Maria Sharapova admitiu ter sido flagrada em exame antidoping pelo consumo de Meldonium. Ainda na semana passada, a Wada informou que já são 99 os casos positivos para a mesma substância, que só no início do ano entrou na lista de proibidas pelo Código Mundial Antidoping.

Os atletas querem que a Wada promova investigações mais profundas a exemplo do que aconteceu no caso do atletismo russo. No ano passado, a modalidade foi suspensa pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, na sigla em inglês) após grupo independente da Wada desvendar esquema de doping sistemático, que contava até com a cobertura de autoridades do governo russo. O caso levou à suspensão do atletismo russo em competições internacionais, correndo risco até de ficar fora da Olimpíada do Rio.

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