Red Bull Content Pool/Divulgação
Red Bull Content Pool/Divulgação

Após 'começo incrível', surfista Mineirinho evita euforia no Rio

'Estamos na quarta etapa, tem muita coisa pela frente', diz Adriano

RONALD LINCOLN JR., Estadão Conteúdo

11 de maio de 2015 | 19h37

Líder disparado da Circuito Mundial de Surfe, o paulista Adriano de Souza, o Mineirinho, retornou ao Brasil para a disputa da etapa do Rio de Janeiro. E não escondeu que volta ao País com a sensação de "dever cumprido" após os bons resultados no início da temporada, que terá sequência com as baterias brasileiras, que deve começar nesta terça-feira e vão até o dia 22 de maio, na Barra, zona oeste da capital fluminense.

"Esse começo de ano foi incrível, foi o que almejei sempre. Me dediquei bastante para isso", afirmou Mineirinho, nesta segunda-feira durante a coletiva de apresentação da competição. O brasileiro alcançou ótimos resultados nas três primeiras etapas do Mundial - todas na Austrália -, chegando à final de duas delas. "Só estamos na quarta etapa, tem muita coisa pela frente", advertiu.

Com 24.500 pontos conquistados, Mineirinho é o homem a ser batido nas águas cariocas. Na sequência estão o australiano Mick Fanning, com 16.950, e o também brasileiro Filipe Toledo, com 15.700. O atual campeão mundial, Gabriel Medina, e o astro Kelly Slater, ainda não engrenaram. O brasileiro está em 16º, com 7450 pontos, o americano, em nono, com 10.950.

Filipe Toledo, o "Filipinho", é cotado como um dos favoritos no Rio por ser um especialista em ondas rápidas, tipo característico do mar carioca. "Essas ondas proporcionam muitos aéreos, que são as manobras que gosto de fazer e isso pode me beneficiar, assim como aos outros brasileiros", disse Filipinho, que está curtindo o sucesso obtido pelo bom início de temporada.

"Hoje, um cara entrou dentro da água com um celular. Então não tinha como negar tirar uma foto", brincou o atleta que o aumento da visibilidade do surfe no cenário nacional credita ao título de Gabriel Medina em 2014.

Medina se mostrou feliz com o apoio dos fãs brasileiros, que tem sido grande desde que voltou ao País, mas está focado para voltar a conseguir bons resultados. "O Rio é o lugar ideal para tentar uma volta por cima, estou em casa. Não comecei da forma que queria, mas só tenho que agradecer a Deus por tudo que já me aconteceu e agora é esperar que as ondas cheguem bem."

O incansável Kelly Slater, onze vezes campeão mundial, deve dividir os holofotes da competição e, assim como Medina, espera voltar ao topo no Rio. "Quando o atleta está no Circuito, ele só pensa em vitória. Não dá para pensar em ficar fora das três primeiras posições", disse o americano, de 43 anos de idade.

O início da competição estava marcado para esta segunda-feira, mas foi adiado para a manhã desta terça. A falta de ondas foi o motivo do cancelamento das baterias. A condição do mar, entretanto, não preocupa a organização quanto ao sucesso do torneio. "Já estamos monitorando um grande swell (ondulação) a caminho, teremos que ficar atentos às condições do vento, mas as ondas devem entrar com um bom tamanho e vai ser divertido", disse o comissário do Circuito, Kieren Perrow.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.