Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Após criticar técnico da Inglaterra, prefeito de Manaus irá a Londres

Arthur Virgílio Neto quer resolver situação embaraçosa antes da Copa

Agência Estado

10 de dezembro de 2013 | 10h13

MANAUS - Após bater boca publicamente com o técnico da seleção inglesa, Roy Hodgson, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), pretende viajar à Inglaterra para resolver a situação embaraçosa que se colocaram a capital amazonense e os ingleses, que irão se encontrar durante a Copa do Mundo.

Antes do sorteio da Copa, sexta-feira, Hodgson disse que temia mais ter que viajar até Manaus e precisar encarar o clima amazônico do que cair em qualquer grupo da morte. Virgílio, ainda antes do sorteio, rebateu com ironia: "Nós, amazonenses, também preferimos que a Inglaterra não venha. Torcemos pra que venha uma seleção melhor, com mais futebol... e com técnico mais sensível, culto e educado".

O sorteio da Copa, porém, não apenas colocou a Inglaterra no grupo da morte como programou jogo contra a Itália em Manaus, no dia 14 de junho. A partida até mudou de horário - passou das 21h para as 18h -, para facilitar o acompanhamento do jogo pela TV na Europa, mas as condições climáticas não devem mudar muito.

Para encerrar a saia justa, o prefeito de Manaus irá a Londres. "Minha intenção é conversar com os jornalistas ingleses, se possível em Londres, para mostrar como é Manaus. Também pretendo fazer uma interlocução com empresários da Inglaterra para estudar a possibilidade de investimentos europeus na cidade. Deve haver cortesia entre nós e vamos trabalhar com o intuito de acabar com as polêmicas", disse Arthur Virgílio Neto.

O político afirmou ainda que quer conversar pessoalmente com Hodgson e que quer mostrar as potencialidades de Manaus aos ingleses. "Vamos falar com a Embaixada da Inglaterra para que seus representantes possam conhecer Manaus. Queremos mostrar nossas potencialidades para eles e mostrar o que podemos oferecer aos nossos hóspedes ingleses. Alguns comentários têm sido infelizes em relação à cidade e só mostram o desconhecimento em relação a uma região estratégica e mundial", reclamou.

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