Após depressão, Serena vira favorita ao título do US Open

Ex-número 1 passou ano sofrendo com problemas de saúde, caiu para 485ª do mundo, mas já tem 12 jogos de invencibilidade

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2011 | 00h00

Bastaram dois meses para Serena Williams sair de um cenário de incertezas e colocar-se como favorita ao título do US Open, torneio que já venceu em três oportunidades. Seguidas lesões fizeram a tenista cair para a 485.ª colocação do ranking. Mas os títulos de Stanford e Toronto mudaram a história.

Apesar de ter desistido do Torneio de Cincinnati - uma contusão no dedão do pé direito -, Serena já deve figurar entre as 30 melhores do mundo na lista que será divulgada na segunda-feira. De quebra, entra no patamar de cabeça de chave no último Grand Slam da temporada, o que garante rodadas iniciais mais tranquilas.

Já são 12 vitórias seguidas da americana no circuito. Passou por adversárias de respeito como Maria Sharapova (5.ª do mundo) e Victoria Azarenka (4.ª). Mas o caminho até aqui, depois de um ano inteiro de problemas de saúde, foi penoso.

Dias depois de vencer Wimbledon em 2010, ela cortou o pé - e rompeu um tendão - em cacos de vidro em um restaurante de Munique. Precisou de duas cirurgias para corrigir o problema e, quando tudo parecia se encaminhar para uma solução, a tenista teve uma embolia pulmonar.

"Não costumo acreditar em sorte. Descreveria o que aconteceu como uma série de eventos infelizes", diz. "Senti-me definitivamente deprimida. Depois da segunda cirurgia, chorava o tempo inteiro. Era tristeza por todo o lado."

As fortes possibilidades de encerrar a carreira pouco antes dos 30 anos acordaram a campeã. "Cansei de tudo aquilo. Só queria voltar a jogar tênis e retornar ao topo."

O tênis sentia falta de Serena. O desafio da americana será provar que pode chegar lá após os 30 anos - faz aniversário no final de setembro. Só duas mulheres conseguiram isso: Martina Navratilova e Chris Evert. Não convém duvidar de Serena.

Cincinnati. Rafael Nadal suou muito para bater o eterno freguês Fernando Verdasco pela 12.ª vez seguida e avançar às quartas de final do Masters de Cincinnati: 7/6 (7/5), 6/7 (4/7) e 7/6 (11/9), em inacreditáveis 3h40 de partida.

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