Após escândalos, Japão define novo presidente no judô

Haruki Uemura deixou o cargo na semana passada

AE, Agência Estado

21 de agosto de 2013 | 09h01

TÓQUIO - A Federação Japonesa de Judô anunciou Shoji Muneoka, nesta quarta-feira, como novo presidente da entidade, depois de Haruki Uemura ter renunciado ao cargo por causa do seu envolvimento em uma série de escândalos na modalidade, cuja reputação no Japão também ficou abalada por outros episódios polêmicos nos últimos tempos.

Muneoka, de 67 anos, foi confirmado para o cargo uma semana depois de Uemura ter deixado oficialmente a presidência da federação. O agora ex-mandatário do organismo local começou a ficar pressionado após o pedido de demissão de Riyuji Sonoda, ex-treinador da seleção feminina de judô do Japão, acusado de ter abusado fisicamente de atletas durante um período de treinamento antes dos Jogos Olímpicos de Londres.

Sonoda pediu demissão no fim de janeiro, e a Federação Japonesa de Judô admitiu que houve uso de métodos de preparação inadequados por parte do treinador após a revelação de que 15 atletas enviaram uma carta ao Comitê Olímpico Japonês no final de 2012, reclamando que tinham sido submetidos a perseguição e a violência física.

Após a revelação do escândalo, Uemura seguiu na presidência, mas a sua situação no cargo ficou ainda mais complicada em abril, quando um relatório indicou má gestão dos fundos da Federação Japonesa de Judô durante a gestão do dirigente.

Essa troca de comando na federação é mais um capítulo polêmico do judô japonês, que anteriormente protagonizou outros incidentes embaraçosos, como por exemplo o que envolveu o bicampeão olímpico Masato Uchishiba, acusado no ano passado de estuprar uma adolescente.

Também em 2012, o Japão não conseguiu ganhar sequer uma medalha de ouro no judô masculino na Olimpíada de Londres. O único ouro para o país que inventou este esporte foi conquistado por Kaori Matsumoto na categoria até 57kg entre as mulheres.

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