Reprodução/ Panam Judô
Reprodução/ Panam Judô

Após fiasco, seleção de judô muda treino e é aconselhada para evoluir em Israel

Foram dez dias de treinamentos para os judocas brasileiros em Pindamonhangaba

Redação, Estadão Conteúdo

10 de fevereiro de 2021 | 15h47

Os resultados decepcionantes no World Masters de Doha, quando nenhum representante do País subiu ao pódio, provocaram mudanças na rotina da seleção brasileira de judô. Os principais lutadores do País, que buscam vagas na Olimpíada, treinaram por dez dias em Pindamonhangaba (SP) sob novos métodos.

A expectativa é de que a alteração em algumas atividades contribua para que os representantes nacionais conquistem melhores resultados no Grand Slam de Tel-Aviv, agendado para os dias 18, 19 e 20 de fevereiro. Para o evento, a Confederação Brasileira de Judô convocou 15 atletas. E eles vão viajar para Israel no próximo domingo.

"A gente teve algumas mudanças nos treinos após os resultados do Masters e os treinadores conseguiram montar um treinamento melhor para que a gente consiga desempenhar um resultado melhor nas próximas competições", ponderou o campeão mundial júnior, Willian Lima.

Ele revelou que a equipe também recebeu conselhos de alguns dos nomes históricos da modalidade no País. "Contamos também com a presença do Leandro Guilheiro e do João Derly, que são grandes ídolos, que conseguiram agregar muito nesse treinamento com coisas que a gente precisava ouvir, não só na parte técnica, mas de motivacional também", acrescentou.

Nas chaves masculinas em Tel-Aviv, a seleção contará com dois representantes nas categorias 60kg, 73kg e 81kg: Phelipe Pelim e Allan Kuwabara, no ligeiro; David Lima e Eduardo Katsuhiro, no leve; e João Macedo e Victor Penalber, no meio-médio. Rafael Macedo (90kg), Leonardo Gonçalves (100kg) e Willian Lima (66kg) completam a equipe.

Já no time feminino, a única categoria com mais de uma brasileira será o peso leve (57kg), com Ketelyn Nascimento e Jéssica Pereira. Eleudis Valentim (52kg), Ketleyn Quadros (63kg), Maria Portela (70kg) e Maria Suelen Altheman (+78kg) serão as demais representantes nacionais em Tel-Aviv.

"É um Grand Slam e agora não tem mais competição fraca. Todas estão muito fortes. E o fato de podermos estar vindo sempre à Pinda treinar está nos ajudando muito a nos preparar. Agora é uma competição de cada vez. A gente nem tem certeza se as outras competições vão acontecer, por que tem muitas fronteiras fechadas. Então, é participar como se fosse a última para Tóquio", projeta Maria Suelen.

Além do Grand Slam de Tel-Aviv, há mais quatro eventos desse nível no calendário do judô em 2021, em Tashkent, Antalya, Tbilisi e Paris. A temporada ainda contará com o Campeonato Pan-Americano e o Mundial, em junho e que fechará o período classificatório para a Olimpíada.

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