Paulo Favero/Estadão
Paulo Favero/Estadão

Após fim de ano dos sonhos, Mateus Herdy começa a luta para chegar à elite do surfe

Atleta de 18 anos tem uma família de grandes atletas da modalidade

Paulo Favero, enviado especial a Fernando de Noronha, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2019 | 16h00

O surfista Mateus Herdy carrega no sobrenome de família um peso de grandes atletas no mar. Ele é filho de Alexandre Herdy, especialista em ondas gigantes, e sobrinho de Guilherme, o mais famoso da família até agora, que frequentou a elite da modalidade por muitos anos. Agora, o garoto de 18 anos quer traçar seu próprio caminho em cima da prancha.

"Meu objetivo é superar meu tio", brinca. "Ele já fez vários segundos lugares em etapas do WCT e ficou muito tempo lá. Sei que estou longe disso, mas espero chegar lá. Quero ser o melhor surfista que puder", avisa o rapaz, que estreou no Oi Hang Loose Pro Contest, em Fernando de Noronha, com classificação em sua bateria.

Na terceira bateria da segunda fase ele encarou o havaiano Imaikalani Devault e os norte-americanos Nolan Rapoza e Eithan Osborne. Ela avançou para a terceira fase ao lado de Rapoza e sabe que não pode bobear para se manter no seu principal objetivo do ano: se classificar para a temporada 2020 do Circuito Mundial de Surfe.

"Quero me classificar esse ano. Já estou pensando nisso, vou competir só os eventos maiores, de 6 mil e 10 mil pontos, que são de onde vem a pontuação. É muito difícil, por isso tenho de ir bem nas etapas", explica o atleta, ciente de que se vencer a etapa em Fernando de Noronha colocará 6 mil pontos em seu ranking e dará um passo importante para a classificação.

Ele, inclusive, garante que está se sentindo em casa, graças ao talento de sua família. "Quando cheguei aqui em Noronha fui muito bem recepcionado, pois as pessoas já conheciam meu tio Guilherme, meu pai e meu outro tio Artur. Estou ficando numa casa de amigos deles e todos falam deles para mim", confessa.

Mateus só espera começar a temporada da mesma forma que terminou a anterior, em altíssimo nível. Ele foi campeão mundial Pró Júnior e depois acabou chegando ao vice-campeonato no Hawaian Pro, em Haleiwa, segunda etapa da Tríplice Coroa Havaiana. "Depois disso, acho que a galera está me respeitando mais e olhando com outros olhos. As pessoas vêm falar comigo, me conhecem mais", admite.

Esses dois eventos dão um estímulo extra ao rapaz para 2019. "Foi algo que aconteceu para dizer que eu posso. Lógico que já estava batalhando para que viesse um resultado bom, mas não é sempre que as coisas acontecem. O Mundial Pro Júnior era meu objetivo para o ano, já queria ser campeão e pensava desde o início da temporada nisso. Quando ganhei foi um sonho realizado, mas tinha batalhado muito para isso. Juntou tudo, foi muito rápido, com bastante emoção em poucos dias."

 

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