Após morte de torcedor, PM recua e diz que faltou efetivo por causa de protestos

A Polícia Militar informou nesta segunda-feira que uma parte dos policiais do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) teve dificuldade para sair do quartel para trabalhar no clássico deste domingo, entre Botafogo e Flamengo, no Engenhão, na zona norte, por causa do protesto dos familiares dos PMs. Segundo a corporação, foi necessário o remanejamento de policiais de outras unidades para fazer a segurança do jogo.

Constança Rezende, Estadao Conteudo

13 Fevereiro 2017 | 15h30

No domingo, a Polícia Militar havia garantido que havia segurança necessária para a realização do jogo, após o Botafogo pedir que o clássico fosse cancelado por causa da paralisação. A PM informou que, para a partida, foram empregados policiais militares do Gepe, com apoio de policiais das Unidades do 1º Comando de Policiamento de Área (CPA).

Já as ruas de acesso foram patrulhadas pelo 3º Batalhão de Polícia Militar (Méier), com apoio do Batalhão de Ação com Cães e do Batalhão de Polícia de Choque. "Ao término da partida, a fim de salvaguardar a integridade do público, a Polícia Militar realizou a saída controlada das torcidas", informou a corporação.

A PM disse que, "por uma questão estratégica", não divulga o número do efetivo empregado. Porém, uma planilha publicada no Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) informou que estavam programados 170 policiais do Gepe para tomar conta do interior do estádio e 48 policiais do 3º Batalhão de Polícia Militar para ficar no entorno. Policiais, no entanto, disseram ao Estado que estavam trabalhando em menor número do que o programado.

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