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Patrick Smith/ AFP
Patrick Smith/ AFP

Após novas queixas de assédio, Snyder promete mais vigilância no time do Washington na NFL

Duas dúzias de mulheres descreveram experiências de intimidação e medo durante seu tempo de trabalho para a equipe

Ken Belson, The New York Times

27 de agosto de 2020 | 15h34

Duas dúzias de mulheres descreveram experiências de intimidação, assédio e medo durante seu tempo de trabalho para a equipe de Washington da NFL, de acordo com um relatório publicado na quarta-feira pelo The Washington Post. Elas descreveram uma cultura organizacional em que os gerentes não queriam ou eram incapazes de responsabilizar os dirigentes por comportamento abusivo.

Tiffany Bacon Scourby, uma ex-líder de torcida, acusou o proprietário do time, Daniel Snyder, de sugerir que ela se juntasse a seu amigo próximo em um quarto de hotel. Brad Baker, um ex-integrante da equipe que trabalhou para o ex-locutor e vice-presidente sênior da equipe, Larry Michael, disse que, a pedido de Snyder, Michael fez uma gravação de vídeo obscena das cenas de uma sessão de fotos de uma líder de torcida.

A reportagem veio na esteira de um artigo publicado pelo jornal no mês passado, no qual 15 mulheres disseram que enfrentaram assédio sexual generalizado enquanto trabalhavam para a equipe. Vários dirigentes, incluindo Michael, renunciaram ou foram demitidos nos dias seguintes à publicação do relatório.

Snyder não falou publicamente a respeito das questões levantadas nos artigos, preferiu apostar em declarações formais, incluindo uma divulgada na quarta-feira em que ele negou muitos pontos da reportagem do Post, incluindo a alegação da proposta a Michael. “Quero afirmar de forma inequívoca que isso nunca aconteceu”, disse Snyder. Ele também negou saber sobre qualquer gravação de vídeo, dizendo: “Eu não solicitei que fossem feitos e nunca os vi”. Ele disse que acreditava que os vídeos eram "não autorizados ou fraudulentos".

Snyder disse que o novo artigo foi a primeira vez que ele ficou sabendo das acusações dessas mulheres. A declaração de quarta-feira foi mais longe do que os comentários anteriores de Snyder após o artigo de julho. Na sequência do primeiro relatório, Snyder contratou o escritório de advocacia Wilkinson Walsh para investigar as alegações levantadas pelas mulheres e rejeitou o comportamento que elas descreveram como “não tendo lugar em nossa franquia ou sociedade”.

Desta vez, Snyder reiterou essa postura, mas acrescentou: “Assumo total responsabilidade pela cultura da nossa organização”. Em seguida, disse que estava comandando a equipe em um local remoto e prometeu se envolver mais em seu funcionamento, observando que havia contratado vários novos executivos para mudar a cultura da equipe dentro e fora dos campos.

Ainda assim, Snyder rebateu o The Post, alegando que o artigo estava "recheado de fontes questionáveis e não identificadas" e descrevendo-o como um "trabalho premeditado". Ele alegou que havia ex-funcionários da equipe dispostos a falar oficialmente para contestar algumas das alegações das mulheres, mas que não foram incluídos na matéria.

Roger Goodell, presidente da NFL, também divulgou um comunicado em resposta às novas acusações. “Condenamos veementemente o comportamento não profissional, perturbador e repugnante e o ambiente de trabalho alegado no relatório, que é totalmente inconsistente com nossos padrões e não tem lugar na NFL”, disse ele.

As alegações levantadas em ambas as investigações são algumas das várias crises enfrentadas por Snyder e a equipe. Apenas nos últimos meses, ele abandonou o nome e o logotipo do time de 87 anos após uma revolta de patrocinadores, iniciou uma batalha legal que envolveu um coproprietário do time que quer vender sua parte da franquia e, na semana passada, soube que o técnico que contratou para reanimar a equipe, Ron Rivera, faria tratamento para o câncer. / TRADUÇÃO DE ROMINA CÁCIA

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