Jonne Roriz/AE
Jonne Roriz/AE

Após nove partidas, jogadores do Corinthians festejam não ter levado gol

Wallace e Paulo André entraram na zaga e conseguiram parar o rápido ataque são-paulino

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2011 | 03h00

SÃO PAULO - Após nove jogos seguidos amargando gols, finalmente o Corinthians comemorou uma partida sem ser furado. Diante do São Paulo, no Morumbi, os defensores Wallace e Paulo André, escolhidos para a missão de parar um dos melhores ataques da competição, cumpriram seu papel e festejaram o empate sem gols.

"O empate para a gente foi um bom resultado. Fora de casa, sempre é coisa boa não sofrer gols'', afirmou o zagueiro Paulo André. "Era um confronto direto e podíamos passar o São Paulo, mas foi bom o resultado, não conseguimos manter a posse de bola e atacar, mas defensivamente o Corinthians foi bem'', disse. "Essa consistência é que temos de resgatar para brigarmos pelo título.''

As palavras foram endossadas por Leandro Castán nesta quarta-feira. Ele jogou improvisado na lateral-esquerda até pouco mais da metade do primeiro tempo, quando saiu com contratura na panturrilha. "Foi muito bom. O grupo foi muito bem e quem entrou deu conta do recado."

REVOLTADO

O atacante Emerson deixou o gramado do Morumbi inconformado com a arbitragem de Wilson Luiz Senene. O corintiano estava irritado com o cartão amarelo recebido, com algumas faltas que teria sofrido durante o jogo e não marcadas pelo juiz e um escanteio ignorado. "Esse juiz estava de sacanagem, é uma brincadeira o que fez esse palhaço.''

O cartão para Paulinho, o terceiro dele, que o tira do jogo de domingo, diante do Bahia, também foi bastante questionado por Emerson.

SOFRIMENTO 

Chicão viu o jogo de casa. Barrado da equipe titular, o capitão corintiano pediu para não ficar no banco de reservas para "não atrapalhar'' o time. Após 186 partidas pelo clube, ele não imaginava perder a vaga logo no clássico com o São Paulo. Estava arrasado. "Eu simplesmente senti muito a saída. Pedi para não ficar no hotel para não atrapalhar, porque ia ficar emburrado, com a cara feia, não seria a mesma pessoa'', explicou o jogador.

Chicão pediu para Tite, terça-feira à noite, para ser cortado do grupo. Foi atendido prontamente. Pela manhã, estava no Parque Ecológico treinando. Segundo ele, se aprimorando para voltar o mais rápido possível ao time. "Todos passam por um mau momento. Talvez eu esteja passando e é melhor trabalhar para recuperar a boa fase.''

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