Felipe Trueba/EFE
Felipe Trueba/EFE

Após ouro no Sul-americano, Fabiana Murer almeja saltos maiores

Especialista em saltos com vara, atleta brasileira vai disputar sua última Olimpíada em 2016

Nathalia Garcia, enviada especial, O Estado de S. Paulo

16 de março de 2014 | 05h00

SANTIAGO - "Quanto mais alto, melhor." É assim que Fabiana Murer define a sua meta para a temporada. A atleta pretende quebrar o recorde pessoal em pista aberta, de 4,85m. Quinta mulher do mundo no ranking histórico do salto com vara, ela só fica atrás da russa Yelena Isinbayeva (5,06m), da americana Jennifer Suhr (4,92m), da cubana Yarisley Silva (4,90m) e da russa Svetlana Feofanova (4,88m).

Fabiana, ouro nos Jogos Sul-Americanos, no Chile, com 4,40 metros, acredita que ainda não chegou ao seu limite e pode se superar. Mas nem sempre foi assim. Enquanto Isinbayeva quebrava recordes, ela desconfiava se um dia poderia alcançar o topo do mundo. Apesar da insegurança, encontrou motivação e se afirmou quando sagrou-se campeã mundial indoor, em 2010, e outdoor, em 2011.

Para a atleta, esses foram marcos em sua vitoriosa carreira. "Eu achava que seria sempre segunda ou terceira, que nunca poderia ser primeira, mas lá no fundinho acreditava que seria possível e consegui. Foram duas conquistas importantes". Em 2016, ela terá a sua última oportunidade de buscar a medalha olímpica. Apontada como forte candidata ao pódio nos Jogos de Londres, Fabiana sofreu com o vento, abortou sua última tentativa de salto e sequer foi à final. Quatro anos antes, em Pequim, a sua vara sumiu, o que arruinou suas chances de um bom resultado.

Apesar desse retrospecto, ela diz que não se sente encurralada. "Sei que vai existir uma pressão em 2016, mas a minha vida é cobrança da equipe, do técnico, da família e dos fãs. Acho que o atleta tem de saber lidar". A despedida das competições ao fim deste ciclo olímpico é anunciada por Fabiana desde 2010. O adeus pode acontecer nos Jogos do Rio ou em alguma competição na Europa. Ela mostra convicção em sua escolha.

Uma coisa é certa: Fabiana não será treinadora. Ela se coloca à disposição para passar sua experiência aos mais jovens, seja dando conselhos ou fazendo palestras, mas não tem interesse em comandar treinos. "Decidi pela fisioterapia porque falei: 'Ficar dando aula ou treino não é o que eu quero'. A fisioterapia é uma área de que eu gosto e é uma opção que tenho para depois que parar."

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