Caio Faria
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Após permanecer na elite do surfe, Yago Dora ressalta aprendizado

Atleta está competindo em Fernando de Noronha e mostra empolgação com o início da temporada

Paulo Favero, enviado especial a Fernando de Noronha, O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2019 | 04h40

O surfista Yago Dora vai tentar sua classificação na sétima bateria da terceira fase no Oi Hang Loose Pro Contest. Ele vai encarar o britânico Luke Dillon, seu compatriota Alejo Muniz e o português Frederico Morais em uma disputa que tem tudo para ser bem acirrada pela experiência de seus rivais.

Na temporada passada, ele conseguiu se manter na elite e espera crescer ainda mais. “Estou muito empolgado para esse ano. No segundo ano já sabe o que precisa treinar indo para cada etapa, que equipamento usar. Terei um mês para treinar bastante antes de ir para a Austrália, então aproveitei para vir competir aqui, que é um lugar que gosto muito, de pontuação alta”, afirma.

 

A disputa do QS 6.000 em Fernando de Noronha tem sido importante para ele afiar seu surfe para um longo ano no Circuito Mundial. “Vou tentar treinar em tipos de ondas parecidas com as que vou encontrar na Austrália e também trabalhar a parte física para chegar lá preparado com a mente e o corpo para dar o meu melhor”, conta.

“A temporada passada foi boa, apesar de não ter tido vários resultados bons. Consegui a minha meta que era me manter na elite e para o primeiro ano isso é muito importante. Conheci cada lugar, vi o que se poderia fazer no ano seguinte e isso é um bom passo. Claro que gostaria de ter ido melhor, minha expectativa era mais alta que isso, mas consegui essa meta no final do ano e fiquei muito feliz com isso”, continua.

Ele lembra que é bom sempre ter algo a evoluir. “Foi um ano de bastante aprendizado, de perceber meus erros e buscar a evolução. Foram erros de competição e estratégia de bateria. Pequei um pouco e espero conseguir utilizar isso a meu favor neste ano”, comenta o atleta, ansioso por fazer uma boa temporada.

Ele explica que, apesar de o Brasil estar tendo tanto destaque  internacional no surfe, o mercado ainda está em baixa no País. “Vemos muitos atletas de ponta sem nenhum patrocínio ou apoio na prancha. Isso é difícil, mas serve como incentivo para ser um dos melhores. Se não estiver o tempo inteiro focado, não vai para frente”, diz.

 

Ele garante que está fazendo sua parte para poder se dedicar ao esporte e ter voos cada vez mais altos com sua prancha. “Conto com bons patrocínios. A Volcom é meu patrocínio principal, tenho Monster e também outros apoios. É bom poder contar com uma marca estrangeira, issso me dá um conforto bom de poder surfar e viajar”, revela.

 

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