Kai Pfaffenbach/Reuters
Kai Pfaffenbach/Reuters

Após polêmica, Isinbayeva nega preconceito, mas defende leis da Rússia

A respeito da homossexualidade, a russa disse que é contra a propaganda e que apoia o governo

AMANDA ROMANELLI - Enviada especial, Agência Estado

16 de agosto de 2013 | 08h17

MOSCOU - Um dia após defender a lei antigay aprovada pelo governo russo em junho, a campeã mundial do salto com vara, Yelena Isinbayeva, divulgou um comunicado em que afirma ter sido mal interpretada na entrevista que concedeu a alguns veículos de imprensa na quinta-feira, antes da cerimônia de premiação em que recebeu sua medalha de ouro.

"O inglês não é a minha primeira língua e acredito ter sido mal interpretada quando falei ontem (quinta). O que quis dizer é que as pessoas devem respeitar as leis de outros países, sobretudo quando estão neles como visitantes. Quero deixar claro que respeito o ponto de vista de meus companheiros atletas e quero ressaltar de maneira contundente que sou contra a qualquer discriminação contra os gays por causa de sua sexualidade (o que é contrário à Carta Olímpica)", destacou.

Na entrevista, Isinbayeva criticou o gesto da sueca Emma Green, do salto em altura, que competiu com as unhas pintadas com as cores do arco-íris em apoio à comunidade gay da Rússia. "É uma falta de respeito ao nosso país, aos nossos cidadãos, porque somos russos. Talvez sejamos diferentes de outros europeus, mas há uma lei e todos devem respeitá-la", disse a russa a respeito da atitude de Emma.

A respeito da homossexualidade, Isinbayeva disse que ser contra a sua promoção - justamente o ponto principal da lei, que não permite manifestações públicas em apoio à causa gay. "Não sou contra o livre direito de casa pessoa, mas sou contra a propaganda (homossexual). Apoio o governo."

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