Marcelo Sayão /EFE
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Após prata, Bernardinho pede tempo para decidir futuro

Técnico pede 20 dias para definir se continua no comando da seleção brasileira

WILSON BALDINI JR., Agência Estado

12 de agosto de 2012 | 14h00

Após conquistar uma amarga medalha de prata diante da Rússia na final do vôlei masculino da Olimpíada de Londres, na qual o Brasil chegou a ter dois match points no terceiro set, Bernardinho revelou que pediu cerca de 20 dias para definir o seu futuro como técnico da seleção brasileira. Neste período, ele decidirá se continuará ou não no comando do time que assumiu em 2001, quando iniciou o período mais vitorioso da história do País na modalidade.

Bernardinho vem conciliando há um bom tempo o seu trabalho na seleção com o de técnico da equipe feminina do Unilever, com quem ele tem contrato até abril do ano que vem. Ele admite que agora é o momento de o Brasil contar com um técnico que se dedique em 100% à seleção, pois será iniciado um trabalho de renovação visando o ciclo que culminará nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

O atual comandante da seleção acumulou três finais seguidas das duas competições mais importantes do vôlei, tendo sido tricampeão mundial com os títulos de 2002, 2006 e 2010, além de campeão olímpico em Atenas/2004 e medalhista de prata em Pequim/2008 e Londres/2012. E ele viu o seu segundo ouro em olimpíadas escapar por pouco neste domingo, no qual creditou a derrota de virada ao "domínio físico" dos russos a partir do terceiro set do confronto.

"A partir do terceiro set vários de nosso jogadores começaram a sofrer com lesões. Murilo no ombro, Dante no joelho, Sidão no cotovelo, sem contar o (Leandro) Vissotto, que nem pôde jogar", afirmou Bernardinho, lembrando da lesão muscular na virilha sofrida pelo ponteiro nas quartas de final, contra a Argentina, que acabou deixando o atleta fora da semifinal diante da Itália e da decisão contra os russos.

Para completar, o treinador brasileiro exaltou a grande atuação de Dmitriy Muserskiy, que fez 31 pontos e acabou sendo decisivo ao passar a atuar na função de oposto no decorrer do confronto. "Além disso (dos problemas com lesões), o cara começou a bater de todo jeito", disse.

E, embora não tenha ficado satisfeito com a prata, Bernardinho mostrou certo conformismo com o segundo lugar no pódio ao ressaltar que, antes da Olimpíada, o Brasil não era tido como favorito a uma medalha em Londres, tendo em vista a campanha ruim realizada pelo país na última Liga Mundial.

"Nenhum prognóstico dava o Brasil como medalhista. Falavam de Estados Unidos, Polônia, Rússia, mas nada do Brasil", disse o treinador, para depois acrescentar:"Mesmo assim, tivemos uma participação importante, conseguindo chegar à final".

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