Arquivo/AE - 27/8/2009
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Após prata, Leandro Guilheiro vira vice-líder no ranking do judô

No último fim de semana, o orasileiro ficou em segundo lugar na categoria até 81 kg do Masters de Judô

AE, Agência Estado

18 de janeiro de 2011 | 16h58

Depois de conquistar a medalha de prata no Masters de Judô, no último domingo, no Azerbaijão, o brasileiro Leandro Guilheiro foi confirmado nesta terça-feira como novo vice-líder do ranking mundial e olímpico da modalidade na categoria até 81 kg. Ele somou mais 240 pontos e deixou de ocupar a terceira posição da listagem atualizada pela Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês).

Com 27 anos, Leandro Guilheiro tem duas medalhas olímpicas no currículo: foi bronze duas vezes, em Atenas, em 2004, e Pequim, em 2008, ambas na categoria até 73 kg. Ele ainda conquistou a prata no último Mundial de Judô, ano passado, em Tóquio, no Japão. Em Baku, no Azerbaijão, ele obteve vitórias sobre o alemão Ole Bischof, o francês Axel Clerget e o japonês Takahiro Nakai e acabou perdendo apenas para o campeão olímpico e judoca local Elnur Mammadli.

E, se Guilheiro ganhou um posto no ranking, Sarah Menezes se manteve na quinta posição na categoria 48 kg depois de ter conquistado a medalha de bronze no Masters do Azerbaijão. Com a sua performance, ela somou mais 160 pontos na listagem da IJF. Ela é a brasileira mais bem colocada.

A posição no ranking mundial é importante pelo fato de que servirá para definir os classificados para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Os 22 homens mais bem colocados na lista garantem vaga, enquanto, no feminino, as 14 melhores mulheres marcarão presença na competição, sendo que apenas um atleta por país poderá competir em Londres dentro de sua categoria.

O Brasil possui atualmente 18 judocas dentro do critério de classificação para a Olimpíada de Londres e o período de classificação para a competição irá durar até 30 de abril de 2012. Rosicléia Campos, técnica da seleção brasileira feminina de judô, destacou a importância de o País ter sucesso no novo sistema de qualificação para os Jogos Olímpicos.

"Quando me deparei com o sistema de ranqueamento, confesso que fiquei bastante preocupada. Estarmos tão bem encaminhados no processo de classificação, restando mais de um ano para o fim da janela de classificação, mostra o trabalho sério que a CBJ (Confederação Brasileira de Judô) vem fazendo. Mas é preciso ficarmos atentos e mantermos a estratégia traçada para cada categoria, pois esta reta final é perigosa por conta de lesões. É um jogo de xadrez. Para quem já está bem ranqueado o ideal é fazer apenas uma manutenção e, os atletas que ainda precisam correr atrás de pontos, temos que colocar para competir o máximo possível", opinou a treinadora.

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