CBDA/Divulgação
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Após pressão de federações, CBDA cria comitê de gerenciamento de crise

Órgão foi criado nesta quarta-feira após reunião do presidente da CBDA, Miguel Cagnoni, com representantes de nove federações

Redação, Estadão Conteúdo

31 de julho de 2019 | 23h01

Após sofrer pressão de dirigentes das federações estaduais, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) decidiu criar um Comitê de Gerenciamento de Crise para permitir a maior participação das entidades estaduais na gestão da Confederação, que passa por grave crise financeira.

O comitê foi criado nesta quarta-feira após reunião do presidente da CBDA, Miguel Cagnoni, com representantes de nove federações estaduais, em São Paulo. Antes de aceitarem e concordarem com a criação do novo órgão, os dirigentes chegaram a pressionar Cagnoni a renunciar.

"Os presidentes das federações filiadas à CBDA, em reunião com a diretoria da entidade nesta quarta-feira, decidiram e deliberaram pela imediata criação de um Comitê de Gerenciamento de Crise, na forma estatutária, com a finalidade de melhoria da reputação, credibilidade, imagem e recuperação econômica da instituição", registrou a CBDA, em comunicado.

A pressão das federações, contudo, foi contornada pelo presidente, que propôs a ideia do comitê, o que acabou sendo aceito pelos dirigentes estaduais. "A iniciativa teve o objetivo de manifestação de apoio irrestrito à gestão e participação efetiva no processo de restabelecimento da saúde financeira e administrativa dos desportos aquáticos através da sua entidade nacional."

Como contrapartida, eles exigiram maior acesso às informações da gestão da CBDA. A falta de transparência na entidade já foi alvo de críticas até de dirigentes que já trabalharam recentemente na cúpula da Confederação, caso de Renato Cordani, que deixou o cargo de diretor-geral no ano passado reclamando da ausência de transparência em algumas decisões da atual gestão.

Cordani foi substituído por Leonardo Castro em maio deste ano. Mas o novo diretor executivo deixou a entidade menos de um mês após assumir o cargo. Ricardo Prado foi o seu substituto.

O Comitê de Gerenciamento de Crise será composto por oito presidentes de federações estaduais e mais o atual vice-presidente da CBDA, Luiz Fernando Coelho. Os dirigentes estaduais são: Diego Rocha Dias Albuquerque (Bahia), Mauricio Roriz dos Santos (Goiás), Yuri Jordy Nascimento Figueiredo (Pará), Ricardo Barbosa (Paraíba), Ivo Piovezan Filho (Paraná), Marcelo Luis Biazoli (São Paulo), Celso Campos de Oliveira (Rio de Janeiro) e Marcelo Caldas Falcão (Pernambuco).

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