Washington Alves/Inovafoto/COB
Washington Alves/Inovafoto/COB

Após recorde, brasileiro de 16 anos é ouro no Chile

Marcus Vinicius D'Almeida bate, sem muito alarde, marca nacional adulta do tiro com arco

AE, Agência Estado

14 de março de 2014 | 21h44

SANTIAGO - O Brasil teve mais um dia agitado nesta sexta-feira em Santiago, com a participação de quatro atletas que estiveram no Mundial Indoor de Sopot, no fim de semana passado. Enquanto Fabiana Murer e Anderson Henriques subiram ao lugar mais alto do pódio, Franciela Krasucki e o campeão mundial Duda não passaram do bronze.

Sem tanto holofotes, Marcus Vinicius D'Almeida, de apenas 16 anos, voltou a mostrar que é uma das grandes revelações do esporte brasileiro e ganhou o ouro no tiro com arco, superando Fabian Cardenas, da Argentina, na final. Na fase eliminatória ele já havia superado, com muita folga, o recorde brasileiro adulto. Daniel Rezende ficou nas oitavas de final e Marcos Bortolotto nas quartas.

Em alta, a canoagem velocidade rendeu duas medalhas. Na canoa, Nivalter Jesus venceu o C1 200m em 37s971 para ficar com a medalha de ouro. De caiaque, Edson Isaías Freitas também foi ao lugar mais alto do pódio, no K1 200m, com o tempo de 33s101. Ele depois ganharia prata, com Hans Mallmann, no K2. No C1 feminino, Valdenice Conceição foi bronze.

Competindo apenas com atletas radicados no Brasil - o que deixa de fora Doda e Rodrigo Pessoa, por exemplo -, a equipe brasileira de saltos ficou com a prata com Cesar Almeida, José Roberto Reynoso, Sergio Marins e Felipe Amaral. No total, os brasileiros derrubaram o mesmo número de obstáculos que os chilenos, mas ficaram em segundo porque Felipe Amaral estourou o tempo na sua apresentação. No domingo acontecem a prova individual.

Na esgrima o dia foi ruim para as brasileiras. Na espada, arma em que o País é mais forte no feminino e deve levar equipe completa ao Rio/2016, as duas representantes do Brasil foram eliminadas na estreia: Rayssa Costa e Amanda Simeão. Entre os homens, no florete, Fernando Scavasin ganhou a prata depois de perder na final para Dimitri Roa, da Colômbia. Olímpico em Londres, Guilherme Toldo perdeu nas quartas de final.

No último dia do judô, mais uma vez o Brasil teve 100% de seus atletas no pódio. David Moura (+100kg) e Claudirene Cezar (+78kg) ficaram com o ouro entre os pesados, enquanto Rafael Buzacarini acabou com o bronze na categoria até 100kg.

Roseane Santos ganhou a única medalha do Brasil no levantamento de peso, de prata, na categoria até 53kg. No total, somando arranque (83kg) e arremesso (95kg), ela somou 178kg, contra 183kg de Rusmeris Villar, da Colômbia. Wellington Mendes ficou em sexto e último lugar na categoria até 69kg.

Novo time brasileiro do dueto no nado sincronizado, Luisa Borges e Giovana Stephan reverteram a vantagem da Argentina na rotina técnica, tiveram a melhor nota da rotina livre e ficaram com a medalha de ouro somando 162.5710 pontos.

O tênis de mesa teve desempenho perfeito nesta sexta. Fez três finais de duplas e ganhou todas: no masculino com Gustavo Tsuboi e Thiago Monteiro, sobre o Paraguai, no feminino com Jessica Yamada e Gui Lin, sobre a Colômbia, e Tsuboi/Yamada nas mistas, superando a Argentina.

Já o tênis não foi tão bem. Paula Gonçalves garantiu medalha ao avançar à final da chave feminina, mas Rogério Dutra Silva abandonou a semifinal quando perdia do argentino Facundo Bagnis em 7/5, 6/7 e 3/1. Nas duplas mistas, Bruno Santanna e Gabriela Cé também foram eliminados na semi.

No tiro, o Brasil levou a pior na decisão das medalhas. Roberto Schmits perdeu a final da fossa olímpica para o colombiano Danilo Guarnieri, enquanto Rodrigo Bastos foi derrotado na decisão do bronze pelo venezuelano Leonel Martinez.

Por fim, o vôlei de praia brasileiro colocou suas quatro duplas nas semifinais, confirmando o favoritismo. Até agora o Brasil venceu todos seus jogos por 2 sets a 0. O problema é que as semifinais terão Talita/Taiana x Lili/Duda e Emanuel/Pedro Solberg x Alison/Bruno Schmidt.

COLETIVOS

Nas semifinais do handebol masculino, a seleção brasileira não teve trabalho para derrotar o Chile por 33 a 22 e avançar à decisão contra a Argentina, que bateu o Uruguai por 23 a 14.

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