Fernando Bizerra/EFE
Fernando Bizerra/EFE

Após superar Bolt no Mundial, Justin Gatlin pede desculpas por doping

Americano de 35 anos foi pego duas vezes no exame antidoping ao longo da carreira

Estadão Conteúdo

22 de agosto de 2017 | 10h42

O norte-americano Justin Gatlin, campeão dos 100 metros ao derrotar Usain Bolt no Mundial de Londres, na semana passada, pediu "desculpas oficiais" pelas duas punições por doping que tem na carreira. "Se eles querem uma desculpa oficial, eu me desculpo. Me desculpo por qualquer erro que eu tenha cometido no esporte", afirmou o norte-americano de 35 anos, o campeão mais velho da história dos 100m, em entrevista ao canal ITV News.

Os casos de doping representam uma mancha na carreira do velocista e ofuscaram sua vitória sobre Bolt. Na final, o jamaicano Usain Bolt chegou em terceiro, atrás de outro americano, Christian Coleman, que ficou com a medalha de prata. A competição marcou a despedida oficial de Bolt das pistas.

Na primeira vez em que foi flagrado, Gatlin levou uma pena de dois anos, mas acabou apenas com uma advertência ao alegar que o estimulante proibido estava em um remédio que ele tomava desde a infância para déficit de atenção. Medalha ouro nos Jogos de Atenas-2004 e campeão mundial em 2005, em Helsinki, Gatlin foi suspenso em 2006 ao testar positivo para testosterona.

A pena de oito anos foi reduzida para quatro depois que os advogados de defesa repetiram as alegações do primeiro caso. Gatlin também justificou o doping colocando a culpa em um fisioterapeuta.

O campeão também afirmou que se sentiu "machucado" pelas vaias dos torcedores no Estádio Olímpico - o norte-americano foi vaiado em todas as provas. "As vaias me machucaram. Eu não estava lá por mim, mas por meu país. Talvez as vaias fossem para mim, mas eu estava no pódio pelas pessoas que me amam e pelo país que eu amo", reclamou Gatlin.

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