Após susto, taça a caminho da Vila

Santos sai perdendo, mas vira para cima do Santo André e aumenta vantagem na final - pode perder por um gol domingo para ser campeão

Bruno Deiro, Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2010 | 00h00

Por um momento, o futebol-arte foi do Santo André, e não do Santos. Mas, quando a ordem se estabeleceu no Pacaembu, os Meninos da Vila trataram de mostrar quem era o dono do espetáculo. A vitória por 3 a 2 no primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista confirmou o favoritismo santista e deixou o time com uma mão na taça. No domingo, no mesmo estádio, o título chega até com derrota por um gol de diferença.

Acostumados a dar show nos gramados, a jovem equipe comandada por Dorival Júnior, aniversariante ontem (48 anos), quase viu o adversário fazer a festa. O Santo André queria mostrar que sim, era possível a "zebra" aparecer. Mas o futebol apresentado na primeira etapa não se repetiu na segunda e o placar final não teve surpresa.

Em 50 segundos, o enredo do jogo parecia ser repetido. Como nos últimos jogos, o Santos partiu para cima e só não fez 1 a 0 porque Júlio César defendeu chute de Wesley. O poderoso ataque alvinegro dava impressão que iria funcionar novamente - e com facilidade. Mas demorou para a máquina engrenar.

Quando perdeu para o Palmeiras na primeira fase - a sua última no Estadual, 4 a 3, de virada, na Vila Belmiro -, os santistas adotaram o velho discurso "perdemos na hora certa". O time já dava show e era o favorito a vencer o clássico. O favoritismo se repetiu na ensolarada tarde de ontem e a torcida fez a sua parte na arquibancada. "Nova goleada?", "vitória fácil?", "podemos comprar a faixa de campeão?", indagavam os torcedores antes do apito inicial. E os ambulantes que venderam faixas com remissão ao título santista saíram satisfeitos do Pacaembu.

O torcedor assistiu a um primeiro tempo com um irreconhecível Santos contra um empolgado e disciplinado Santo André, que fez 1 a 0 com Bruno César, de falta, aos 34, e que perdeu outras diversas chances.

Após o intervalo, André entrou na vaga do machucado Neymar e a história do jogo mudou. O Santos apostou no ataque, não deixou o rival jogar e empatou aos 12, com André. E aos 16, num rápido contra-ataque, Wesley conseguiu a virada.

Melhor em campo, o Alvinegro chegou ao terceiro gol novamente com Wesley, aos 24. E, quando Toninho foi expulso, o Santos perdeu a oportunidade de aumentar o placar. O Santo André, então, diminuiu com Rodriguinho, aos 38.

CHAVES DO JOGO

lRecuperação

A qualidade técnica do Santos impressiona. Após um fraco primeiro tempo, o time deu a volta por cima e sufocou o adversário na etapa final. Mereceu o triunfo no primeiro jogo da decisão

lDecisivo

André começou no banco por opção de Dorival Júnior. Entrou na segunda etapa no lugar do apagado Neymar e anotou o primeiro gol do triunfo

lGuerreiro

O Santo André merece parabéns pelo tempo inicial. Jogou melhor que o adversário e conseguiu abrir o marcador. Depois, não aguentou a força santista, mas, mesmo com um atleta a menos, diminuiu o placar

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