Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Após título, time feminino do Santos agradece apoio do presidente do clube

Aumento de público no torneio também é exaltado por atletas e dirigentes, que veem crescimento da modalidade

Anita Efraim, especial para AE, Estadão Conteúdo

21 de julho de 2017 | 09h22

As jogadoras do Santos destacaram nesta quinta a importância que o presidente do clube tem dado ao futebol feminino no clube. O Santos superou o Corinthians e festejou o Campeonato Brasileiro da modalidade. Maurine, capitã santista e única jogadora tricampeã brasileira (por Ferroviária, Flamengo e Santos), ressaltou a importância de Modesto Roma Junior na trajetória do time. “A gente não tinha apoio nenhum e ele, o presidente, sempre lutou com a gente para dar o melhor para a equipe. A gente precisou disso e conseguiu chegar a esta final e ao título nacional”, comentou.

A artilheira do campeonato, Sole James, marcou seu 18.º gol no campeonato e mal conseguia acreditar na façanha. “É uma emoção tremenda, agora eu nem consigo explicar. Amanhã (hoje) vai ser outro dia e vou pensar ‘puxa, chegamos depois de tanto esforço’”. A argentina ainda agradeceu a torcida santista, elogiou a estrutura do clube e a confiança do presidente. Após a partida, realizada na Arena Barueri, as jogadoras usavam uma camisa com os dizerem “obrigado, Modesto”, referindo-se ao apoio da direção do clube.

Depois de 15 mil pessoas irem a Vila Belmiro na semana passada, dia 13, a torcida corintiana marcou presença também em Barueri. Mesmo com a derrota, a Fiel cantou durante todo o jogo e apoiou sua equipe. Gabi Nunes, uma das promessas corintianas, lamentou a perda do título, mas valorizou a presença do torcedor no estádio. A jogadora ainda exaltou a modalidade. “Hoje o futebol feminino se mostrou, veio torcida, teve torcida no Santos, teve no Iranduba, isso está quebrando tabu de que mulher não pode jogar futebol, que ninguém assiste porque é feio.”

Na opinião de Marco Aurélio Cunha, coordenador de futebol feminino da CBF, a noite de quinta-feira provou, definitivamente, a ascensão da modalidade no Brasil e uma melhor estrutura para realizar a modalidade. “Não é uma coisa pontual, as pessoas diziam que depois da Olimpíada, tudo acabaria. Esse é um orgulho que posso dizer que tenho. Quem não acreditar, vai dançar”, disse o dirigente.

O Brasileirão era o único título que as Sereias da Vila ainda não tinham. Com a conquista, o Santos disputará a Libertadores da modalidade em 2018.

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