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Após troca no comando, CBF avalia arbitragem do Brasileirão como 'boa'

Sob cuidado do coronel da PM Aristeu Tavares, clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG causou polêmica

GONÇALO JUNIOR, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2012 | 03h03

SÃO PAULO - Na primeira rodada após a troca da presidência da Comissão de Arbitragem da CBF, os árbitros tiveram atuações "muito boas". Essas foram as palavras utilizadas pelo coronel da PM Aristeu Tavares, novo chefão da arbitragem brasileira, ao avaliar as dez partidas que encerraram o primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

"Os árbitros foram muito bem. Verificamos alguns equívocos dentro da falibilidade humana. Da mesma forma que jogadores perdem gols debaixo da trave e os treinadores escalam mal, os árbitros também erram, mas dentro da normalidade", avaliou o coronel. "Faremos alguns ajustes em contatos diretos com os árbitros, mas nenhum deles influenciou os resultados". Tavares afirma que o presidente José Maria Marin também gostou das atuações. "Tivemos uma reunião hoje (ontem) e ele mostrou sua aprovação geral".

Os ajustes de Tavares se referem à correções de posicionamento dos árbitros, pedidos para uma postura mais enérgica (ou mais amena) de acordo com o caso, e orientações para que os auxiliares não se precipitem na marcação de impedimentos.

Tavares assistiu quatro jogos da série A: o clássico de Minas, os do Rio, o reprise do duelo entre Corinthians e São Paulo, além de acompanhar os relatórios de sua equipe sobre as outras partidas. 

GUERRA NO INDEPENDÊNCIA

 A avaliação positiva da cúpula da CBF sobre a arbitragem inclui o clássico entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, o mais tenso e dramático da rodada e que foi apitado pelo pernambucano Nielson Nogueira Dias. O empate por 2 a 2 teve três expulsões e lances polêmicos. Além disso, o Estádio Independência viu cenas que pareciam ter sido abolidas do futebol brasileiro: os cruzeirenses (torcida única no estádio) atiraram um celular (e também a bateria), uma buzina a gás, uma camisa e vários copos de água no gramado, de acordo com a súmula. O árbitro também relatou invasão de gramados e agressão verbal dos dirigentes cruzeirenses. Tudo isso deve acarretar punições para a equipe de Celso Roth.

O presidente alvinegro, Alexandre Kalil, fez uma relação entre as supostas falhas do árbitro e uma agressão que ele teria sofrido no intervalo. "O lance (gol de empate do Cruzeiro) foi uma vergonha, uma falta do Montillo. Porque o juiz quase apanhou no intervalo ele se acovardou no segundo tempo e fez a lambança que fez." Os cruzeirenses responderam no mesmo tom. "Foi uma arbitragem arrogante, petulante e covarde que provocou esse tipo de atitude da torcida", criticou o gerente de futebol do Cruzeiro, Valdir Barbosa.

"Eu fiz questão de assistir esse jogo, pois sabia que seria tenso. Foi o único clássico em que o árbitro foi de outro estado (a primeira opção havia sido reprovada no teste físico). O árbitro foi muito bem. Não vi irregularidade nos gols", avalia o novo presidente da Comissão.

Aristeu Tavares substitui Sérgio Corrêa da Silva, afastado na semana passada depois dos constantes erros de arbitragem ao longo do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, entre eles, os três impedimentos no mesmo lance do clássico entre Santos e Corinthians, no dia 19 de agosto.

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