Árbitro do clássico tenta driblar a polêmica e a pressão

Nenhum jogador de Palmeiras ou Corinthians vai entrar tão pressionado no clássico de domingo quanto o árbitro Luiz Flávio de Oliveira. Nem mesmo Kleber, envolvido na polêmica com a Gaviões da Fiel. O “grande erro” de Luiz é ser irmão de Paulo César de Oliveira, duramente criticado pela torcida do Alviverde após a atuação no último clássico, no Campeonato Paulista.

Daniel Batista - O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2011 | 00h00

Desde que Luiz Flávio foi anunciado como o juiz do clássico, terça-feira, os palmeirenses entupiram as redes sociais protestando pela indicação da Comissão de Arbitragem da CBF.

Em entrevista ao Estado, Luiz tenta demonstrar tranquilidade para domingo, mas fica evidente sua preocupação com a situação. Ele sabe que o seu direito de errar é bem menor do que seria o de qualquer outro árbitro. “Estou tranquilo e preparado espiritualmente”, garantiu.

Para o juiz, ser escalado no clássico de domingo é um prêmio pelo bom trabalho que vem fazendo desde o ano passado. Mas ele fica constrangido quando perguntado se não seria melhor o ‘prêmio’ dado pela Comissão de Arbitragem ser algum outro jogo, que não o clássico.

“Prefiro não falar sobre o assunto. Se a comissão (de Arbitragem) me colocou no jogo é porque confia em mim. Tenho que me preocupar com isso.” Ao ser indagado se apitar Santos x São Paulo não seria uma boa opção, novamente se esquivou. “Não sei. Prefiro não falar disso. Fui escalado e estou feliz em trabalhar neste jogo.”

Luiz disse que até ontem à tarde ainda não tinha falado com o irmão sobre o assunto, mas tinha certeza que ele não iria se preocupar. “O Paulo torce pelo meu sucesso e fica feliz quando me vê em jogos importantes”, afirmou o árbitro, que apitou o segundo jogo da final do Paulista desse ano vencido pelo Santos contra o Corinthians. Mas o medo de um erro se tornar nova polêmica é grande, “Prefiro nem pensar nessa possibilidade. Vou entrar preparado para acertar.”

Outro fator que demonstra a preocupação é o fato de Luiz se preparar psicologicamente diferente para o clássico. Ele está em regime de concentração como os jogadores fazem. Desde ontem, tem evitado se expor demais e até mesmo o telefone deve restringir para não atender qualquer ligação.

“É um jogo diferente e sei da responsabilidade que todos envolvidos terão. Tenho uma preparação especial, porque terei que ter atenção redobrada”.

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