Árbitro e atuação fraca derrubam o Palmeiras

Com dois gols irregulares, Cruzeiro bate o time de Felipão, que volta à zona da degola antes da estreia na Copa Sul-Americana

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2012 | 03h07

Com uma fraca atuação do Palmeiras e da arbitragem, que validou dois gols irregulares do adversário, o Alviverde perdeu por 2 a 1 para o Cruzeiro, ontem, no estádio Independência, e viu seu objetivo, que era estrear na Sul-Americana fora da zona de rebaixamento - joga na quarta, contra o Botafogo - ir por água abaixo.

O jogo no primeiro tempo ficou marcado pela boa marcação dos dois times. O Cruzeiro saiu mais para o jogo, principalmente com Tinga e Montillo. O problema do Palmeiras é que com a volta de Henrique para a zaga, Felipão não conseguiu resolver os erros de posicionamento da defesa e ainda enfraqueceu a marcação do meio de campo.

Por isso, Montillo jogou como quis. Participou ativamente dos dois gols do Cruzeiro e teve liberdade para comandar o ritmo da partida. Além da dificuldade na marcação, quando a bola estava em seus pés, os jogadores palmeirenses também não sabiam o que fazer. Não era nem sombra daquele time que enfrentou o Bahia, na quinta-feira passada, que apesar da derrota, teve uma boa atuação.

Nem a costumeira garra demonstrada pela equipe nos últimos jogos em que a técnica não se sobressaía, ficou devendo. Mesmo assim o Cruzeiro só conseguiu abrir o placar graças a um erro de posicionamento da defesa aliada com uma grande ajuda da arbitragem.

Aos 36, Tinga dominou no meio de campo, girou e passou na medida para Montillo que partiu em velocidade e foi derrubado por João Vitor fora da área. O árbitro Fabrício Neves Correa marcou pênalti. Borges cobrou e abriu o placar.

No segundo tempo, Felipão resolveu tirar o inoperante Patrik e colocar Obina para atuar ao lado de Barcos enquanto Mazinho recuou e tentou ajudar Daniel Carvalho no meio. Mas a mudança não surtiu efeito. Aos 10, Montillo deu belo lançamento para Wallyson, que impedido, ajeitou e cruzou rasteiro para Borges desviar e ampliar a vantagem.

Sem ação. Mesmo com a diferença ampliada, o Palmeiras não demonstrava reação. Assim como aconteceu contra o Bahia, Felipão tirou Daniel Carvalho e colocou Maikon Leite, que em apenas três minutos em campo já fez mais do que o meia.

Aos 22, Fernandinho deu longo lançamento para Maikon Leite, que se enroscou com Victorino, caiu na área e o árbitro deu pênalti. Barcos descontou, mas não foi o suficiente para fazer o time acordar.

Bruno ainda fez pelo menos duas grandes defesas e evitou que a derrota virasse goleada. E o Palmeiras entra na Sul-Americana sem conseguir esquecer a fraca campanha no Brasileiro.

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