Edmar Barros/Divulgação
Edmar Barros/Divulgação

Arena Amazônia apresenta falhas no primeiro jogo oficial

Estádio tinha poltronas sujas, paredes danificadas e goteiras

Kleiton Renzo, Agência Estado

09 de março de 2014 | 21h45

MANAUS - "Se o Amazonas tem competência para construir a Arena Amazônia, com certeza terá competência para não deixar que ela se transforme em um elefante branco. O mais difícil não é dar destino a ela, o mais difícil é construir e nós conseguimos". A declaração do governador amazonense, Omar Aziz, antes do jogo Nacional e Remo, que inaugurou na noite deste domingo a Arena Amazônia, mostra a preocupação com a maior ameaça que paira sobre o estádio em Manaus, que será uma das 12 sedes da Copa do Mundo.

A preocupação do governador em tirar a pecha de elefante branco do estádio se justifica pelo valor aproximado de R$ 500 mil de manutenção da estrutura. "Nessa obra nós ainda teremos muitos defeitos, então não adianta achar que está tudo perfeito. E para isto fizemos este teste, porque a obra é complexa e já tem condições de uso. E se não usarmos, não vamos inaugurar nunca", disse Omar Aziz.

A presidente Dilma Rousseff esteve na Arena Amazônia no dia 14 de fevereiro para uma inauguração informal da obra. Neste domingo, porém, aconteceu a abertura oficial do estádio, com a realização da primeira partida. Em campo, o amazonense Nacional recebeu o Remo no jogo de volta das quartas de final da Copa Verde e, com o empate de 2 a 2, acabou eliminado pelo time paraense.

Agora, restam três dos 12 estádios do Mundial para serem entregues: o Itaquerão (São Paulo), a Arena Pantanal (Cuiabá) e a Arena da Baixada (Curitiba). A Arena Amazônia, construída a um custo estimado de R$ 669,5 milhões para receber quatro jogos da primeira fase da Copa, tem capacidade para receber 44 mil torcedores. Mas, por ser um evento-teste, foram apenas 23 mil neste domingo - boa parte destinada gratuitamente aos operários que trabalharam nas obras e seus familiares.

Os 23 mil torcedores que lotaram o anel inferior do novo estádio viram falhas de acabamento, poltronas sujas de cimento, paredes apenas com reboco de concreto, baldes para aparar água de goteiras e aparelhos de ar-condicionado que não funcionaram em camarotes, entre outros problemas. Por isso mesmo, o governador já prometeu realizar novos eventos-teste antes de entregar a Arena Amazônia para a Fifa, que irá assumir a administração do local durante a Copa do Mundo, marcada para começar em 12 de junho.

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