Arena para assustar e encantar os rivais

Intenção é erguer ''''casa corintiana'''' que impressione

Cosme Rímoli, O Estadao de S.Paulo

21 de fevereiro de 2008 | 00h00

Uma bola de futebol cortada por um disco. Essa foi a concepção arquitetônica de Augusto França Neto ao conceber o projeto do estádio corintiano. Ele levou dois anos pensando na casa corintiana. O arquiteto e professor do Mackenzie falou ao Estado e detalhou a obra, que será inteiramente prateada. E haverá um grande trunfo acústico para ajudar o Corinthians em seus jogos no novo estádio."Será uma coisa inédita, vamos reter o som do torcedor", revelou. "A intenção é fazer com que o adversário sinta toda a pressão de enfrentar o Corinthians. É para não deixar o outro time pensar", acrescenta.Os conselheiros que tiveram acesso ao projeto se impressionaram. O presidente Andrés Sanchez também, mas por uma questão política não pôde dar sua opinião publicamente. A "comissão de notáveis" criada para analisar a questão pediu 90 dias para dar seu parecer. O Conselho de Orientação (Cori) deverá dar sua opinião em até dez dias. O Conselho Deliberativo será chamado para decidir se aprova a obra de R$ 350 milhões em um mês."Eu me inspirei em uma bola cortada por um disco. Ficou uma arena que vai impressionar por dentro e por fora", gabou-se o arquiteto. "Foram dois anos estudando cada detalhe. A intenção foi fazer um estádio moderno, lindo, confortável, barato e que dure pelo menos 50 anos. Uma casa digna do corintiano." Segundo França Neto, não haverá um ponto cego sequer no estádio. "O torcedor poderá acompanhar a partida de qualquer lugar", garantiu.LUXOFrança Neto nega que tenha se inspirado em outro estádio. "Não segui obra nenhuma. Apenas fiz questão que fosse uma obra prática e impressionante", disse. "Por fora, a obra será prateada. Não quis usar o branco porque suja demais. E o preto retém o calor. O prateado, não. Além de ser bonito e reunir as duas cores, reflete o calor."O estádio dependerá, e muito, do amor do corintiano pelo seu clube. Mesmo nos momentos de derrotas. As arquibancadas terão assentos individuais. Não será cimento simples como nos estádios brasileiros. E, como na Europa, as numeradas cobertas e as cadeiras cativas serão muito confortáveis. Haverá quatro telões de alta definição. "Cada canto terá um, para todos os torcedores terem a oportunidade de ver", comentou o autor do projeto. "Nos duzentos camarotes, teremos televisores que mostrarão imagens exclusivas, diferentes daquelas que são geradas para o torcedor comum em casa", prometeu.

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