Argentina 100%, mesmo com reservas

Time de Maradona, apesar dos 7 reservas, vence a Grécia e termina em 1º lugar. Agora, vai enfrentar o México

Wilson Baldini Jr., enviado especial a Johannesburgo, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2010 | 00h00

O time misto que Maradona colocou em campo, ontem, em Polokwane, precisou de 77 minutos para superar a fortíssima e às vezes violenta retranca grega. A vitória por 2 a 0 só veio no final, garantiu o terceiro triunfo consecutivo, o primeiro lugar no Grupo B e a certeza de que vai ter o México pela frente nas oitavas de final, domingo, em Johannesburgo.

Mas o resultado esconde alguns problemas apresentados pela equipe de Don Diego. Com sete reservas, o time não foi tão criativo, Messi ? que ostentou a faixa de capitão ? só foi ultrapassar a barreira grega nos últimos minutos e a defesa, mais uma vez, mostrou fragilidade diante de um rival que se preocupou muito mais em se defender.

O que se viu desde o início foi um jogo de ataque contra defesa. Verón, que voltou após se recuperar de lesão, travou batalha com os meio-campistas gregos, que se revezavam nas faltas na tentativa de parar Messi. Os laterais Otamendi e Clemente Rodriguez não tinham iniciativa para aproveitar os lançamentos de Verón. Com isso, Agüero e Milito, na frente, pouco tocavam na bola.

A primeira jogada individual da Argentina só surgiu aos 17 minutos, quando Agüero investiu e só parou na defesa do goleiro Tzorvas. Na cobrança de escanteio, Verón tentou de longe e o goleiro grego foi bem de novo.

A Grécia nem parece uma seleção que há seis anos conquistou o título europeu. O capitão Karagounis reclamava de tudo com o intuito de tirar o equilíbrio emocional de Messi e companhia. Os gregos se limitavam a deixar Samaras, de 1,92 metro, isolado na frente. E o pior para os argentinos é que o grandalhão conseguiu levar vantagem duas vezes sobre Demichelis e Burdisso.

O segundo tempo começou com o mesmo panorama. E com uma agravante: os dois times mais nervosos. Minuto a minuto, os gregos viam a classificação indo embora. O goleiro Tzorvas chegou a disputar uma bola com o zagueiro Moras e quase sai um gol contra histórico. Já os argentinos ? sete deles não são titulares ? buscavam mostrar a Maradona seu valor. O maior exemplo era Milito, que se desesperava a cada bola perdida.

O sofrimento argentino só terminou aos 32 minutos. Messi cobrou escanteio e Demichelis tentou duas vezes para abrir o placar. Só faltava Messi desencantar. Com mais espaço, o meia criou ótima chance, aos 40 minutos, mas parou na trave. Aos 43, Tzorvas defendeu, mas Palermo, em seu jogo de estreia na Copa, não desperdiçou o rebote: 2 a 0.

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