Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Argentina e Brasil, que pobreza!

Duas seleções de muita tradição e com jogadores que atuam só em clubes locais não encantaram em Córdoba. Empate sem gols foi o retrato do jogo

Daniel Batista / CÓRDOBA, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2011 | 00h00

ENVIADO ESPECIAL

Usar o termo Superclássico e falar que as equipes que estiveram em campo ontem eram Brasil e Argentina soam como afronta à tradição deste que é um dos maiores confrontos do futebol mundial. Quando Mano Menezes anunciou a escalação da seleção brasileira que enfrentaria os argentinos, muitos torceram o nariz por achar que a equipe não teria criatividade. Quem chiou, acertou. O que se viu em Córdoba foi uma atuação apagada da maioria dos jogadores. O placar de 0 a 0, no estádio Mário Kempes, foi justo.

De positivo, a jogada de arte de Leandro Damião, que deu uma "lambreta" em Papa e, na sequência da jogada, acertou a trave no segundo tempo. Fez lance igual pelo Inter no Campeonato Gaúcho, contra o Juventude, quando aplicou o drible e cruzou para a área; Tinga fez o gol.

Até os torcedores argentinos bateram palmas para Damião. Mas os 90 minutos se resumiram a apenas isso. As duas equipes não jogaram nada por diferentes motivos. Parecia que era proibido acertar mais do que dois passes.

No Brasil, faltou organização tática e alguém para colocar a bola no chão. Esta seria a função de Renato Abreu, mas o flamenguista sentiu o peso da camisa. O curioso é que Mano disse que optou por ele pela experiência.

Sem um cérebro para organizar o jogo, Neymar teve que ir buscar a bola e, mesmo não sendo sua característica, foi um dos poucos que se salvaram.

Já no lado da Argentina, o problema foi falta de qualidade. Os próprios argentinos admitiam antes da partida não terem muita expectativa e, para piorar, um dos poucos jogadores que poderiam dar trabalho à defesa brasileira, o atacante Boselli, saiu machucado aos 25 minutos de jogo.

Jogo sonolento. Mas, com a má atuação do adversário, os argentinos foram para cima e os poucos lances de emoção acabaram protagonizados pelo time de azul. É verdade também que não houve nenhum grande lance, daqueles de fazer o torcedor perder o fôlego.

Nem mesmo quando Mano trocou Renato Abreu por Oscar no segundo tempo o enredo mudou. O Brasil ficou um pouco mais arejado, só isso. Nada que empolgasse. Empate justo.

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