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Argentina é ouro no basquete masculino

Nem o mais patriota argentino poderia esperar um fim de semana tão vitorioso no esporte. Depois de a seleção de futebol acabar com jejum de 52 anos sem medalha de ouro do país em Olimpíadas ao vencer, pela manhã, o Paraguai por 1 a 0, foi a vez de a equipe de basquete, à noite, dar alegria a seus torcedores. Arrasou a Itália por 84 a 69 e conquistou o título com mérito. Os argentinos mostraram em quadra, mais uma vez, que têm um dos melhores basquetes do mundo. Em 2002, já haviam sido vice-campeões mundias. Desta vez, porém, não deixaram escapar o primeiro lugar. Terminaram à frente dos italianos em todos os períodos e quase não foram ameaçados durante os 40 minutos. O herói da noite não foi, curiosamente, o grande astro Manu Ginóbili, que atua no San Antonio Spurs, da NBA, mas Luis Alberto Scola, do Tau Ceramica Vitória, da Espanha. O pivô teve atuação extraordinária e acabou como cestinha da final, com 25 pontos. Scola, de 24 anos, teve 77% de aproveitamento nos arremessos de 2 pontos, 100% nos lances livres e ainda pegou 11 rebotes. Assim que o cronômetro zerou, o atleta foi bastante festejado e abraçado pelos companheiros. Eufórico, não poderia deixar de levar para casa uma lembrança do Indoor Hall do Estádio Olímpico de Atenas. Subiu nas costas de um colega e arrancou a redinha da cesta, com a qual desfilou por alguns minutos. "Foi maravilhoso, não poderia ter sido melhor", afirmou Scola, enquanto distribuía autógrafos à beira da quadra. Durante o torneio, o diferencial da Argentina foi mesmo Ginóbili, que ontem anotou 16 pontos. Na estréia, contra Sérvia e Montenegro, teve papel decisivo. Fez uma cesta no último segundo e assegurou a vitória por 83 a 82. Na semifinal, contra a poderosa seleção dos Estados Unidos, o armador jogou bem e liderou os sul-americanos no triunfo por 89 a 81. A campanha dos argentinos foi muito boa, embora não tão espetacular como no futebol, no qual venceu todos os jogos e não sofreu nenhum gol. Na primeira fase, perdeu duas vezes, para a Espanha e para a própria Itália. Na etapa eliminatória, contudo, o time cresceu e se comportou como campeão. Neste sábado, não deu bola para a torcida, com maioria de italianos, e venceu com certa tranqüilidade. A festa, mesmo, ficou para os poucos, mas barulhentos, argentinos, que acabaram se sobressaindo em meio aos 14.500 espectadores. Na disputa pela medalha de bronze, o ex-dream dos Estados Unidos bateu a Lituânia por 104 a 96. As duas seleções, favoritas para fazer a final, foram as grandes decepções da competição.

Agencia Estado,

28 Agosto 2004 | 18h41

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