Argentina vira exemplo a ser seguido pelo Brasil

País vizinho, com a maioria dos atletas na Espanha, faz ótima campanha. Brasileiros buscam hoje a 1ª vitória

Valéria Zukeran, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2011 | 00h00

Brasil e Argentina estarão em situações distintas quando entrarem em quadra hoje, pela última rodada da primeira fase do Campeonato Mundial Masculino de Handebol da Suécia. Enquanto a seleção enfrenta o Japão às 13h45 de Brasília em Linköping disposta a se despedir da competição principal com pelo menos uma vitória, os hermanos estão perto de um feito inédito: se ganharem do Chile, pela primeira vez estarão garantidos entre os 12 melhores times do planeta.

Como perdeu os quatro primeiros jogos na Suécia (Áustria, Islândia, Hungria e Noruega), o Brasil já não tem como se classificar para a próxima fase - as chances matemáticas se extinguiram com a derrota para a Noruega por 26 a 25 anteontem, a melhor apresentação até agora. Resta ao time, comandado pelo técnico espanhol Javier Cuesta, lutar por uma vitória contra os japoneses antes de disputar a Copa Presidente, que definirá os colocados entre 13.º e 24.º lugar.

A meta do time, que disputou o primeiro Mundial em 1958 e depois só retornou em 1995, será superar o melhor desempenho na história da competição, um 16.º lugar obtido em 1999, mas Cuesta tem problemas para o jogo de hoje. O armador Ales Abrão Silva teve de ser chamado às pressas para substituir Thiagus, que se contundiu no jogo contra a Islândia. Ales atua no handebol espanhol e já defendeu o Brasil no último Mundial Adulto, em 2009, na Croácia. Passa a ser o único atleta do atual time brasileiro em atividade no exterior.

Contraste. A Argentina vive situação distinta no Mundial. Ganhou da Eslováquia e da Suécia, empatou com a Coreia do Sul e perdeu para a Polônia. Se vencer o Chile hoje, o time, que disputou o primeiro Mundial em 1997, se classificará pela primeira vez na história para a segunda fase. Pode, ainda, evitar que o restante do Mundial se transforme em um Campeonato Europeu.

O resultado mais surpreendente da equipe até agora foi a vitória sobre os anfitriões suecos na última partida por 27 a 22. Ao contrário do Brasil, o grupo base argentino atua em times da Europa - dos 17 convocados, 10 disputam ligas no continente - ainda que não façam parte das competições mais fortes, como a da Alemanha e França.

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