Argentino está perto do título da Volta

A Volta de São Paulo de ciclismo termina neste domingo, mas só um grande imprevisto tira o título do argentino Jorge Giacinti, de 30 anos, reforço contratado pela equipe Memorial/Santos duas semanas antes da prova. O ciclista chegou em 12º neste sábado , na penúltima etapa, mas não perdeu tempo em relação aos principais concorrentes. Agora, basta percorrer os 46 quilômetros de Jundiaí para a Cidade Universitária, em São Paulo, e receber o troféu. A largada será às 8h50 e a chegada está prevista para as 10 horas.Giacinti lidera com 26h27min23. A diferença para o vice-líder, o argentino Matias Médici, da Avaí/Florianópolis, é de oito segundos, mas, como a distância é curta, somente um acidente ou um problema mecânico deve permitir uma virada. "Passo por bom momento, então em toda prova que eu entrar, vou em condições de brigar pela vitória", diz o virtual campeão, que assinou com a equipe santista pouco antes do Natal, portanto não fez preparação específica para a Volta.A penúltima etapa - 214 quilômetros entre Ribeirão Preto e Campinas - foi a mais emocionante. Um ataque no quilômetro 147 deixou mais da metade dos concorrentes para trás e provocou briga acirrada entre 27 atletas na ponta. Entre Limeira e Americana, em uma descida da Rodovia Anhangüera, o pelotão atingiu o recorde de velocidade da prova: mais de 90 km/h. "O nível este ano foi muito mais forte", diz o campeão de 2004, Antônio Nascimento (Memorial), 14º na classificação.As duas principais equipes do País travaram duelo particular, após guerra de contratações, e ambas acabaram satisfeitas. A Memorial/Santos, 2ª do ranking nacional, perdeu em dezembro dois de seus principais atletas, Márcio May e Nilceu Santos, para a líder Scott/Marcondes Cesar/Fadenp, e foi buscar justamente Giacinti para contra-atacar. "Disseram que a equipe acabaria, então isso é prova de que nunca deixamos de ser fortes", diz o técnico da Memorial, Cláudio Diegues.Equipes - A Scott, se não brigou pelo título individual, neste sábado fez excelente trabalho estratégico e garantiu o título por equipes. "Ganhar por equipes era meu objetivo principal. A gente tinha chance no individual, mas por equipes não podíamos deixar passar", diz José Carlos Monteiro, técnico do time de São José dos Campos. "Tirei um peso dos ombros." No sprint em Campinas, a vitória da etapa ficou com o italiano Ângelo Ciccone, da Liquigas/Bianchi, com 5h08min21, seguido pelo americano Bryce Jones (Aerospace Engineering/VMG), e pelo argentino Raul Turano (Monti).

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