''Armada'' brasileira vai com força ao Mundial

País terá cinco atletas no circuito que começa amanhã na Gold Coast australiana e expectativa é até de chegar ao título

Giuliander Carpes, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2011 | 00h00

São cinco os brasileiros na elite do surfe mundial este ano. Além de Adriano de Souza e Jadson André, que já estavam entre os 32 melhores do mundo na temporada passada, subiram os experientes Raoni Monteiro e Heitor Alves e o novato Alejo Muniz, que compete entre os grandes pela primeira vez na carreira. Pelo aperitivo que deram durante o Hang Loose Pro, em Fernando de Noronha, durante a última semana, pode-se esperar uma boa participação.

"Não tenho dúvidas que esta é a melhor equipe brasileira de todos os tempos no circuito mundial", diz um empolgado Alejo Muniz, que levou o título da importante competição de Fernando de Noronha, a mais tradicional da América Latina. "Temos surfistas de todos os tipos, jovens e experientes, especialistas em tubos e aéreos. Apesar de eu ser o mais novo e estar mais nervoso que os outros, acho que podemos esperar bons resultados."

A primeira parada do Circuito Mundial é na praia de Snapper Rocks, na Gold Coast australiana, a partir de amanhã. Ainda é um mistério se o decacampeão Kelly Slater vai participar de todos os 10 eventos. As ondas de Snapper Rocks são uma de suas preferidas e o evento é organizado por seu patrocinador. Mas na quarta-feira, o astro norte-americano teve um acidente na Gold Coast: bateu a cabeça na prancha e sofreu um corte de cinco centímetros no local.

A ausência de Slater se tornou bem possível e abre espaço para outros nomes, sedentos por títulos, como os dos australianos Mick Fanning, Joel Parkinson e Taj Burrow e do sul-africano Jordy Smith. E, por que não para os brasileiros? "Não temos como prever que o Brasil terá finalmente um campeão mundial nesta temporada, mas podemos imaginar que o Jadson e o Adriano, principalmente, podem beliscar alguma coisa sim", afirma Heitor Alves, que já disputou o circuito mundial.

O companheirismo é uma das virtudes do "time". "Embora a gente caia na água para competir, nós, brasileiros, nos entendemos muito bem. É normal darmos alguns toques para os outros e isso pode sim nos ajudar", confia Heitor. "Vamos viajar juntos, ficar nos mesmos lugares e ver o que pode acontecer."

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