Armstrong: chance de doping é alta

O presidente da Agência Mundial Antidoping(AMA), o canadense Richard Pound, considera que há "grandespossibilidades" de que Lance Armstrong tenha se utilizado de substâncias proibidas pela legislação esportiva. Foi isso que afirmou Pound, em declarações divulgadas hoje pelojornal online Netzeitung, sobre as suspeitas com relação ao ciclistaamericano, sete vezes campeão do Tour de France. De acordo com o jornal, a AMA estudou os documentos relativos aosseis testes de doping, realizados em 1999 e cujos resultados foramdivulgados recentemente pelos meios de comunicação franceses,segundo os quais ciclista americano utilizou a substância proibidaEPO. "Em minha opinião, o laboratório que realizou essas análises émuito bom e está na liderança mundial na pesquisa do EPO", continuouPound. "Não tenho motivo algum para pensar, portanto, que as análisesnão foram feitas corretamente", acrescentou o presidente da AMA. Segundo Pound, com a passagem do tempo é possível que os rastrosdo EPO na urina se dissipem, mas o que não pode acontecer é que"onde não havia EPO a substância apareça de repente". Pound comentou, no entanto, as dificuldades de chegar a punirArmstrong, já que em 1999 não havia ainda um regulamento da UCI comrelação a essa substância. O presidente da AMA se pronunciou a favor de realizar um testegenético para estabelecer se as amostras de urina correspondemrealmente ao ciclista americano. O laboratório que fez os testes, em Chatenay-Malabry, tem umtotal de 46 análises positivas também dos anos 1998 e 1999. Segundo Pound, a AMA dispõe desse material, mas não dos nomes dosdonos das amostras de urina.

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