Arquivo/AE
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Armstrong diz que não aceita 'caça às bruxas' no doping

Norte-americano aceita cooperar com inquérito desde que investigação seja 'legítima, crível e justa'

AE-AP, Agência Estado

14 de julho de 2010 | 14h46

Lance Armstrong afirmou nesta quarta-feira que cooperará com o inquérito em relação à denúncia de que ele tenha se dopado durante a sua carreira. Entretanto, o heptacampeão da Volta da França enfatizou que não concordará com um clima de "caça às bruxas".

"Como havia dito antes, se for uma investigação legítima, crível e justa, não terei problema em ajudar. Mas, não vou participar de uma caça às bruxas de nenhum tipo", alertou o norte-americano, que disputa a corrida mais tradicional do ciclismo internacional.

Lance Armstrong falou que pessoas interessadas em prejudicá-lo estão fornecendo informações aos meios de comunicação. O atleta também aproveitou para questionar a necessidade de uma apuração da denúncia por parte de fiscais federais.

"Não creio que o governo possa formar um caso em torno do que Landis disse. Há muito tempo, ele perdeu a credibilidade", argumentou o ciclista, se referindo ao seu ex-companheiro de equipe, que o acusou de ter usado substâncias proibidas para competir.

Para Armstrong, qualquer investigação deveria ser realizada pela União Ciclística Internacional, responsável pelo esporte, e pela Agência Mundial Antidoping. "Isto aqui não é beisebol e nem futebol. Se há suspeitas de que alguém cometeu irregularidades, temos organismos que podem intervir. Eu já fiz 500 exames. Há associações que podem lidar com isso e eu não tenho problema em aceitar suas regras", avaliou o norte-americano.

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