Arquivo/Reuters
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Armstrong e colegas tiram nome de equipe do uniforme

Atitude foi tomada como forma de protesto pelos salários atrasados, pagos pelo governo do Casaquistão

AE-AP, Agencia Estado

15 de maio de 2009 | 09h43

Os ciclistas da equipe Astana, liderados pelo norte-americano Lance Armstrong, decidiram apagar o nome do time de seus uniformes para a disputa da sexta etapa da Volta da Itália, nesta sexta-feira, como protesto pelos salários atrasados. A equipe é mantida pelo governo do Casaquistão, que culpa a crise financeira mundial pela falta de recursos para acertar os pagamentos.

"Antes da prova expliquei a situação à Federação Casaque e busquei algumas soluções, que até agora não aparecerem. Não podemos fingir que está tudo bem", afirmou o diretor da equipe, Johan Bruyneel. Além de Armstrong, a equipe tem outra estrela da prova, Levi Leipheimer, que ocupava a quarta posição até o início da etapa.

O dirigente contou que a decisão de apagar o nome Astana dos uniformes foi tomada em conjunto pelos atletas - o único a discordar foi justamente o único casaque do time, Andrey Zeits. "Todo mundo que trabalha quer ser respeitado, então tomamos a decisão juntos, ninguém foi forçado e acho que Andrey tem suas razoes", defendeu Bruyneel.

A União Ciclística Internacional (UCI) deu até o dia 31 deste mês como prazo para a direção da Astana resolver a situação, com a ameaça de suspender a equipe - o que tiraria seus ciclistas da Volta da França, em julho. Lance Armstrong, que está correndo de graça nesta temporada, depois de suspender a aposentadoria que durou por três anos e meio, disse que conversou com empresas interessadas em assumir a equipe, desde que ele passe a ser um dos dirigentes.

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