Arquibancadas provisórias vão reduzir prejuízo nos estádios do Catar

Com 160 mil assentos modulares, país emprestará cadeiras para beneficiar estrutura esportiva de vizinhos

Jamil Chade e Leonardo Maia, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2013 | 08h30

RIO - Se no Brasil já existem preocupação e críticas em relação a estádios como os de Manaus, Brasília e Cuiabá, com potencial para se tornarem elefantes brancos, imagine no Catar. Para a Copa do Mundo de 2022, a organização local projeta a construção de nove estádios em uma área que é apenas o dobro do Distrito Federal. O que fazer com custosas e enormes arenas quando o Mundial acabar?

Dinheiro não é problema para o pequenino país do Golfo Pérsico, mas mesmo as autoridades do Catar sabem que não é bom negócio sustentar tantos estádios, ainda mais se eles forem deficitários. O plano catariano é utilizar arquibancadas provisórias, como no futuro estádio do Corinthians.

"Desde que analisamos as exigências da Fifa, percebemos que teríamos desafios com estádios que não eram necessários", admite Nasser Al Khater, diretor de marketing do Comitê Supremo Catar 2022. "A partir daí, discutimos com a Fifa e federações de outros países para ver com quem poderíamos contribuir para o desenvolvimento do esporte."

Na estimativa do Catar, serão 160 mil assentos modulares que poderão ser levados para os países vizinhos após a Copa, como forma de melhorar a infraestrutura esportiva de todo o Oriente Médio.

O dirigente conta que os estádios terão em média 45 mil lugares e, depois, muitos terão a capacidade reduzida para 20 mil. Apenas o palco da abertura e da final da Copa, com 87 mil lugares, será preservado.

O Catar também tem de lidar com as críticas pelo fato de toda a competição se concentrar em território tão reduzido. Entretanto, onde muitos veem um ponto negativo, a organização enxerga algo positivo.

"Teremos todos os times em uma pequena localização geográfica. Teremos uma grande atmosfera para os fãs, para os árbitros, para os times e para a mídia. Em um mês, você ficará baseado em um mesmo lugar e não terá de se preocupar de ir de cidade em cidade, de hotel em hotel. Acho que torna tudo mais fácil", opina Al Khater.

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