Arquiteta rebate críticas após Tóquio desistir de estádio de US$ 2 bi para Jogos

O escritório de arquitetura por trás do projeto cancelado para o estádio olímpico dos Jogos de 2020 culpou o processo de licitação pelos custos elevados de construção, rebateu as acusações de que isso se deu pelo design sugerido por ele.

Estadão Conteúdo

28 de julho de 2015 | 14h13

O Zaha Hadid Architects disse que as empreiteiras responsáveis pela obra foram escolhidos antes da apresentação das estimativas de custos em um processo de licitação em duas etapas. O custo subiu para US$ 2 bilhões (aproximadamente R$ 7,8 bilhões), quase o dobro da estimativa inicial, e mais caro do que qualquer estádio já construído.

"Não foi levado em consideração o nosso alerta de que a seleção de empreiteiras muito cedo em um aquecido mercado da construção, e sem concorrência suficiente, levaria a uma alta excessiva do custo de construção", disse o escritório da famosa arquiteta iraquiana Zaha Hadid através de comunicado divulgado nesta terça-feira.

Em 17 de julho, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, anunciou que os planos iniciais de construção do estádio estavam cancelados. O alto valor anteriormente aprovado gerou reprovação pública no Japão e o governo do país acabou optando por abandonar o projeto. Assim, a capital japonesa agora terá de orçar a construção de uma arena olímpica com um custo mais baixo.

Abe instruiu o Ministério dos Esportes do Japão e o Conselho Esportivo do Japão a começar a preparar imediatamente um processo de escolha de um novo plano de construção do estádio para os Jogos de 2020.

A construção da arena principal da Olimpíada de Tóquio estava inicialmente programada para começar em outubro deste ano, após o Japão ter aprovado um polêmico projeto de Zaha Hadid, que provocou fortes críticas de profissionais japoneses por ser muito grande e caro. O projeto previa a construção de dois arcos enormes no topo do estádio, um recurso que os críticos haviam responsabilizado pela elevação nos custos.

Com o cancelamento dos planos desta bilionária obra, Abe também confirmou que o novo Estádio Nacional não ficará pronto a tempo para receber a Copa do Mundo de Rúgbi de 2019.

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