Osvaldo F./Divulgação
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Arthur Zanetti minimiza pressão na disputa do Mundial de Ginástica

Atual campeão olímpico nas argolas, porém, reconhece que sonha com o título

AE, Agência Estado

18 de setembro de 2013 | 19h57

SÃO PAULO - Apesar de ser o atual campeão olímpico das argolas, o brasileiro Arthur Zanetti disse que não se vê mais pressionado para a disputa do Mundial de Ginástica Artística, que acontecerá de 30 de setembro a 6 de outubro, na Antuérpia, na Bélgica. Mas reconhece que sonha com a conquista da medalha de ouro na competição, título que ainda lhe falta na carreira - foi vice-campeão na última edição, há dois anos, no Japão.

"Eu vou lá, como fiz em todas as competições. Vou encarar como encarei a Olimpíada e como encaro as etapas da Copa do Mundo. A expectativa é a mesma. Não vou botar nem mais nem menos pressão. Vou botar a pressão que eu achar adequada para fazer uma boa série", explicou Zanetti, que embarca na segunda-feira para a Bélgica - ele optou por fazer a preparação final no Brasil, enquanto o restante da seleção masculina está treinando na Alemanha.

"Argolas é um aparelho bom porque a chance de você não conseguir fazer o que treinou é pequena. Só se falta força na hora, mas acho que isso não vai acontecer porque o que estamos treinando de força aqui não está escrito", contou Zanetti, ao descartar a possibilidade de grandes surpresas na competição. "É muito difícil chegar ao topo e, ainda mais, ficar no topo. Estamos trabalhando muito duro. O segredo é fazer de tudo direito: cuidar do treinamento, da nutrição, da parte médica, da mente..."

Como virou o rival a ser batido, após a conquista do ouro olímpico no ano passado, Zanetti vem preparando um novo elemento, de extremo grau de dificuldade, que pode receber o seu nome. Mas ainda não sabe se irá incluí-lo em sua apresentação no Mundial. "Eu vou de uma extremidade a outra. Com os braços retos, atrás do corpo, paralelo ao solo, saio de uma posição abaixo das argolas e vou até em cima, no máximo que dá para chegar. É um elemento de força máxima. Gasto mais força do que em todos os elementos que eu já fiz. É o mais extremo", explicou o ginasta de 23 anos.

Além de Zanetti nas argolas, a seleção masculina será representada no Mundial por Arthur Nory Mariano (individual geral), Sérgio Sasaki (individual geral), Diego Hypolito (solo e salto), Francisco Barreto (paralelas e barra fixa) e Péricles da Silva (cavalo com alças). No feminino, a equipe tem apenas Daniele Hypolito e Letícia Costa.

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