Artilharia pesada em quadra

Brasil e Rússia fazem confronto dos melhores ataques da competição por uma vaga na final

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

16 de outubro de 2008 | 00h00

A Rússia tem o artilheiro do Mundial de Futsal, o brasileiro naturalizado Pula, autor de 15 gols até o momento. A esquadra do Leste Europeu também ostenta o ataque mais eficiente: marcou 59 vezes - uma a mais que o Brasil. No encalço da artilharia, estão Falcão (14 gols), Lenísio (11) e Schumacher (9). A semifinal de hoje, às 10h30, no Maracanãzinho, reserva, portanto, uma quase certeza: a rede será balançada muitas vezes. A equipe que tiver mais sucesso na tarefa chegará à sonhada decisão - e ainda poderá destronar a rival nos quesitos ofensivos do campeonato. Acompanhe ao vivo a partida do Brasil "Tenho vários títulos individuais na minha carreira", afirma Falcão. "Ser artilheiro é legal, seria mais um número importante, mas de nada adianta, para mim, se eu não for campeão mundial. Tenho este buraco na minha trajetória", reflete o melhor jogador do mundo. Já para Pula, a artilharia é uma surpresa. "Estou aproveitando o momento", comemora o jogador, que também espera, naturalmente, ir adiante com a equipe russa. "Minha preocupação é que a gente chegue longe. Quero fazer o máximo pela equipe da Rússia", diz.As duas equipes jogaram apenas uma vez nesta temporada. E deu Brasil, na primeira fase do Mundial, por surpreendentes 7 a 0. Goleada que, para o técnico Paulo César de Oliveira, o PC, pouco importa. "Aquele resultado não é referência nenhuma para o futuro da competição", salienta.Pode não ser referência para o Brasil. Mas a Rússia não quer de forma alguma repetir o fiasco, ainda mais em uma semifinal. "Não digo que vamos mordidos para a partida, mas não vamos cometer os mesmos erros", acredita Pula.Todo o time parece ter absorvido os aprendizados daquele jogo. "Tiramos uma boa lição de quando perdemos por 7 a 0", entende Vladimir Levin, auxiliar-técnico russo. "Depois daquela partida, analisamos em detalhe nossa atuação e decidimos que a primeira coisa que deveríamos fazer é nos concentrar na nossa defesa", afirma. Boa escolha. Em jogo de ataques semelhantes, um bom trabalho defensivo pode fazer a diferença.O técnico PC espera que, neste ponto, o Brasil acabe tirando vantagem. Afinal, sofreu apenas quatro gols no campeonato, contra 26 tomados pela Rússia. "Nossa equipe está muito agressiva na defesa", analisa o técnico. "Este é o nosso ponto forte na competição."BETÃO FORANo confronto dos ataques mais efetivos da competição, Brasil e Rússia jogarão desfalcados na frente. Ambas as equipes não terão seus pivôs de ofício - aqueles jogadores que têm como característica principal atuar de costas para a defesa.Do lado brasileiro, Betão recebeu a notícia de que tomou dois jogos de suspensão pela confusão da partida contra a Itália. Como já cumpriu um, fica fora hoje. O auxiliar-técnico Marcos Sorato, o Pipoca, sofreu punição mais pesada: três jogos. Do lado russo, Sirilo, outro brasileiro naturalizado, está fora por lesão desde o primeiro jogo da segunda fase e não joga mais neste Mundial.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.