As mulheres vão ao ringue

Boxe feminino vira modalidade olímpica a partir dos Jogos de Londres, em 2012

Wilson Baldini Jr., O Estadao de S.Paulo

14 de agosto de 2009 | 00h00

Érica Matos, Thaís Silva, Stella Soares, Clélia Marques, Tayná Cardoso, Adriana Araújo, Stefani Carvalho, Andreia Bandeira e Roseli Feitosa são as brasileiras que poderão integrar a primeira equipe de boxe olímpico feminino do Brasil nos Jogos de Londres, em 2012. A modalidade foi incluída no programa olímpico ontem, após anúncio oficial do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge. "Trata-se de uma grande soma para o esporte. O boxe era o único a não contar também com as mulheres na disputa", afirmou o dirigente belga. "A mulher e o boxe feminino são um voto para o futuro", disse Ching-Kuo Wu, presidente da Associação Internacional de Boxe Amador (Aiba). O boxe feminino foi esporte de exibição durante os Jogos de 1904, em Saint Louis, EUA.Serão três as categorias para a disputa de medalhas na Olimpíada: mosca (48 a 51 quilos), leve (56 a 60 quilos) e médio (69 a 75 quilos). Como 10.500 é o limite de atletas para uma edição olímpica, uma categoria dos homens (até 48 quilos) foi retirada dos Jogos.A Aiba pretende criar uma Liga Mundial de Boxe a partir de setembro de 2010, reunindo boxeadoras amadoras e profissionais. Todas, desde que filiadas a essa Liga, poderão disputar as medalhas na Inglaterra.O COI ainda não definiu como serão distribuídas as 12 vagas para cada uma das três categorias, mas o mais certo é que quatro sejam para a Europa, três para as Américas, três também para a Ásia, uma para o continente africano e outra para a Oceania. Cuba, por não concordar com a prática da modalidade entre as mulheres, não estará presente na disputa.As maiores potências mundiais desse esporte são Canadá, Estados Unidos, República Dominicana, Argentina, França, Itália, países do Leste Europeu, Índia e China. No ano passado, na China, integrantes de 200 países participaram do Campeonato Mundial. No Brasil, segundo a Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe), cerca de duas mil mulheres treinam para participar de competições. Bahia, Pará e São Paulo reúnem metade desse número. "Mas em Aracaju há uma academia com 45 meninas treinando forte, no Rio Grande do Sul também tem muita gente praticando", disse Luiz Claudio Boselli, vice-presidente da CBBoxe e membro da Aiba.O Brasil ficou com o terceiro lugar por equipes no Campeonato Pan-Americano, no ano passado, em Trinidad e Tobago, atrás dos EUA e do Canadá. Adriana Araújo e Tayná Cardoso garantiram a medalha de ouro ao baterem as americanas nas finais. O Brasil ganhou duas medalhas de ouro, quatro de prata e quatro de bronze.Nem bem foi anunciado como esporte olímpico e o boxe feminino já convive com críticas. "A inclusão dessa modalidade em Londres-2012 motiva as pessoas a aderir a um esporte perigoso", disse, em um comunicado, a Associação de Médicos Britânicos.GOLFE E RÚGBIGolfe e rúgbi venceram beisebol, squash, softbol, patinação artística e caratê e seguem na disputa por uma vaga nos Jogos de 2016. A votação final será em 2 de outubro, em Copenhague, onde também será anunciada a cidade sede dos Jogos de 2016. Chicago, Madri, Rio e Tóquio são as candidatas. CURIOSIDADES Categorias: mosca (48 a 51 kg), leve (56 a 60) e médio (69 a 75)Vagas na Olimpíada: 12 por categoria (36 no total) Praticantes no Brasil: 2 mil Estados onde mais se pratica: Bahia, Pará e São Paulo Medalhas do Brasil no Pan de 2008: 10 (2 de ouro, 4 de prata e 4 de bronze)

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.